Vozes do Turismo Paulista: Adriana Fagundes Compartilha sua Trajetória.
Olá a todos os leitores e entusiastas do nosso Jornal Digital ClickUS! É um prazer enorme estar aqui hoje para uma conversa que une jornalismo de excelência e a paixão pelo desenvolvimento do nosso turismo.
Tenho o privilégio de receber uma colega de profissão admirável, que respira o setor tanto quanto nós. Ela é a força por trás da WebTV Rota do Turismo, uma voz ativa na valorização da mulher no mercado e, atualmente, lidera com maestria o Conselho Municipal de Turismo de Sertãozinho.
Seja muito bem-vinda, Adriana Fagundes. É uma honra tê-la conosco para debatermos os rumos do turismo paulista e a importância da comunicação estratégica para o nosso setor.
1. Adriana Fagundes, sua transição do setor sucroenergético para o turismo foi um movimento
significativo. O que despertou em você a certeza de que a comunicação seria a chave
para superar os desafios desse novo setor?
Dentro do setor sucroenergético eles são excelentes, da porteira para dentro e com seus próprios pares, mas quando o assunto é comunicação, existe um grande abismo. Com a pandemia vi o desespero dos empresários do turismo e percebi essa mesma dificuldade, cada um olhando para o seu quadrado. Ou seja, agências de viagens sem interagir com os meios de hospedagem, atrativos turísticos, etc. Resolvi mostrar a importância da comunicação no todo e não apenas em cada segmento e colocar no centro dessa comunicação o turista, que sempre foi o mais impactado com a falta de comunicação do setor.
2. A Rota do Turismo tem um foco claro no turista regional e no interior do Brasil. Na
sua visão, quais são as maiores barreiras e as maiores oportunidades para o
desenvolvimento do turismo nessas regiões?
Vejo um oceano de possibilidades. Hoje a maior barreira para a Rota do Turismo tem sido a falta de recursos financeiro. Não adianta apenas ter a ideia, mas é necessário desbravar os pequenos municípios e ajudá-los a descobrir sua vocação turística e manter seus filhos próximos, diminuindo o êxodo rural.
Através da Rota do Turismo podemos realizar um trabalho maravilhoso, envolvendo gestores públicos, empresários e comunidade, mas para isso, precisamos de investidores.
Outro paradigma a quebrar é a constituição de um canal de comunicação pela liderança de uma mulher. Até hoje, no Brasil e no mundo, todos os canais de comunicação foram construídos sob a liderança dos homens: Veja a seguir:
No mundo
Imprensa (jornais e livros)
•Johannes Gutenberg (Alemanha, séc. XV)
🔹 Criador da imprensa de tipos móveis, que revolucionou a comunicação escrita no mundo.
Telefone
•Alexander Graham Bell (1876)
🔹 Considerado o inventor do telefone funcional.
Rádio
•Guglielmo Marconi (Itália)
🔹 Pioneiro da comunicação por rádio e das transmissões sem fio.
Televisão
•John Logie Baird (Escócia) – TV mecânica
•Philo Farnsworth (EUA) – TV eletrônica
🔹 Ambos são reconhecidos como fundadores do desenvolvimento da TV.
Computador (base da comunicação digital)
•Alan Turing
•John von Neumann
🔹 Fundadores dos conceitos que possibilitaram a computação moderna.
🌐 Internet
•Vint Cerf e Bob Kahn
🔹 Criadores do protocolo TCP/IP, base da internet.
🕸 World Wide Web (WWW)
•Tim Berners-Lee
🔹 Criador da web (sites, links, HTML), que popularizou a internet.
Redes sociais (exemplos)
•Mark Zuckerberg – Facebook
•Jack Dorsey – Twitter (X)
•Kevin Systrom & Mike Krieger – Instagram
•YouTube – Chad Hurley, Steve Chen & Jawed Karim
Principais mídias de massa e seus pioneiros
📰 Jornal (Imprensa escrita)
•Johannes Gutenberg
📍 Alemanha – século XV
🔹 Criou a prensa de tipos móveis, base da imprensa moderna.
📻 Rádio
•Guglielmo Marconi
📍 Itália – final do século XIX
🔹 Desenvolveu a transmissão de sinais sem fio em larga escala.
📺 Televisão
•John Logie Baird (TV mecânica)
•Philo Farnsworth (TV eletrônica)
📍 Europa e EUA – início do século XX
🎬 Cinema
•Irmãos Lumière (Auguste e Louis Lumière)
📍 França – 1895
🔹 Criadores do cinematógrafo e das primeiras exibições públicas.
No Brasil os fundadores das TVs brasileiras foram:
➢ TV Tupi (1950) – extinta – Assis Chateaubriand
➡ Primeira emissora de televisão do Brasil e da América Latina
➢ TV Globo (1965) – Roberto Marinho
➡ Maior rede de TV do país
➢ TV Record (1953) – Paulo Machado de Carvalho
➡ Também conhecido como “Marechal da Vitória” no futebol
➢ SBT – Sistema Brasileiro de Televisão (1981) – Silvio Santos (Senor Abravanel)
➢ Rede Bandeirantes (Band) (1967) – João Saad
➢ Rede Manchete (1983) – extinta – Adolpho Bloch
➢ RedeTV! (1999) – Amilcare Dallevo Jr e Marcelo de Carvalho
➢ TV Cultura (1969) – Fundação Padre Anchieta – Idealizador mais associado: Ciccillo Matarazzo
➡ Emissora pública e educativa de São Paulo
➢ TV Gazeta (1970) – Fundação Cásper Líbero
➢ CNT – Central Nacional de Televisão – José Carlos Martinez
Viram que até agora só os homens estavam à frente dos canais de comunicação?
Mas agora, uma mulher resolveu inovar e criar uma tv exclusiva para o turismo regional brasileiro. Sim, Adriana Fagundes, uma jovem nascida em Sertãozinho, interior de São Paulo, que rompeu as barreiras atuando num mercado 100% masculino, ousou em ser uma das primeiras a assumir o protagonismo feminino na Assessoria de Imprensa do setor sucroalcooleiro, agora resolve inovar através dos seus 35 anos de experiência como jornalista e criar um canal exclusivo para o turismo. “Conto com o apoio de todos e, principalmente, das mulheres.
E nosso primeiro lançamento foi o Podcast Fala Mulher, aqui tem turismo, cultura, sabor e tradição. E em breve, serão 24 horas de puro jornalismo, cultura, turismo, sabor e muita tradição!
Quer fazer parte desse novo ciclo do jornalismo brasileiro, marque uma reunião e vamos falar de negócios.
Rota do Turismo, a webtv do turista conectado – www.rotadoturismo.com Rota do Turismo, a webtv do turista conectado – www.rotadoturismo.com
3. O empoderamento feminino parece ser um pilar importante do seu trabalho, desde a
atenção dada às mulheres que viajam sozinhas até a sua liderança no Grupo
Mulheres do Brasil. Como você vê o papel da mulher na transformação do cenário
turístico e empresarial hoje?
A mulher é a base em qualquer segmento. Um homem só nasce por que existe a mulher. E
nem por isso, queremos ser o centro do universo, pois existe espaço para todos. Mas o papel
da mulher sempre foi provar, provar e provar. E por que não valorizar seu papel na sociedade.
Só as mulheres sabem os desafios enfrentados cotidianamente, seja em casa, no trabalho e até
mesmo no lazer. Seu instinto maternal, mesmo não sendo mãe, não desliga. A mulher sempre
quer ajudar e quer queira ou não, temos um lado vulnerável, desde que não mecha com quem
amamos.
E o turismo, sempre foi feminino. A começar pela escolha das viagens, que na maioria das
vezes começa com o desejo de uma mulher, da mãe ou da eterna namorada. E se antes, eram
poucas mulheres que viajavam sozinha, hoje esse número vem crescendo, graças a iniciativas
voltadas a segurança e qualidade nos atendimentos. E esse foi e continua sendo o principal
foco da Rota do Turismo.
Sabe por que? Nos estabelecimentos, sempre há mulheres envolvidas, seja nos atendimentos,
na cozinha, na limpeza e, hoje, fico feliz em ver mais mulheres na liderança. Talvez por que, de
acordo com as estatísticas, em 2024, a população mundial foi estimada em
aproximadamente 4,09 bilhões de homens e 4,05 bilhões de mulheres, de um total de cerca de 8,06 bilhões de pessoas.
E, segundo o INED, (Instituto Nacional de Estudos Demográficos), fundado na França em 1945, “embora os homens tenham uma leve vantagem, com 102 homens para 100 mulheres
(em 2020). Mais precisamente, de 1.000 pessoas, 504 são homens (50,4%) e 496 mulheres
(49,6%), para cada 100 meninas, nascem 106 meninos, mas, os meninos têm maior risco de
morrer do que as mulheres, tanto na infância quanto na idade adulta”.
Então, como sabemos, o Brasil e todo mundo, traz na bagagem a era patriarcal, mas se os pais
não abrirem guarda na hora da sucessão familiar para as mulheres, seu legado cairá nas mãos
de terceiros e, num futuro bem próximo, ele será lembrado apenas como um homem que
perdeu seu reinado devido ao preconceito.
4. Com a presidência do COMTUR de Sertãozinho e da recém-criada ACTB, como você
pretende integrar as esferas públicas e privadas para criar políticas turísticas mais eficazes?
Por toda minha vida profissional, nos 30 anos de assessoria de imprensa no setor
sucroenergético, atuando em vários segmentos dentro da cadeia produtiva, sempre falei da
importância da união de todos os elos no setor. Mas, na época era uma menina falando e todos
achavam que era um sonho.
Com a pandemia, perdi meus contratos e vi o sofrimento do setor de turismo. Resolvi ajudar.
Mas, para isso, comecei a me envolver e percebi as mesmas dores do setor da cana-de-açúcar.
Resolvi colocar minhas ideias em ação. Já não tinha mais o que perder.
No Comtur, percebi a importância de os empresários colocarem suas ideias em prática e o
poder público utiliza-las, sem valorizar o voluntariado do empresário que sempre saia com um gostinho de, estou deixando minha empresa para dar sugestões e não tenho quase nenhum resultado com isso. Percebi, que não adianta apenas ter ideias sem projetos. Foi aí que
constituímos a Associação de Comunicação do Turismo Brasileiro – ACBT, para dar visibilidade
aos empresários e também ao setor e levar a continuidade aos trabalhos iniciados, pois por melhor que seja o prefeito e vereadores, seu mandato tem prazo de validade e no Comtur não podemos deixar as ideias e trabalhos iniciados para trás, ou trancados numa gaveta, porque não foi ideia do novo governante eleito.
Com a ACTB, em parceria com o COMTUR e com os empresários, sai governo ou entra governo,
o trabalho continua. E com isso, todos os empresários serão beneficiados, pois vamos levar
capacitação e treinamentos para atender suas demandas. E quem ganha com isso, são os turistas.
Nosso objetivo tem sido a captação de recursos através do Imposto de Renda, para que os
empresários destinem recursos, da empresa Lucro Real ou organizacional, ou mesmo através
de pessoa física, para o turismo de Sertãozinho e de todos os municípios, afinal, somos uma
entidade brasileira. Dessa forma eles poderão acompanhar onde seu dinheiro está sendo
investido. E se o turismo vai bem, a cidade agradece, pois a geração de emprego e renda
aumenta.
5. Olhando para o futuro, qual é o legado que a Adriana Fagundes e a Rota do Turismo
almejam deixar para o turismo brasileiro nos próximos cinco anos?
Desejo que as meninas conquistem seus espaços com menos desafios. E como legado, ver o
êxodo rural diminuir e o turismo crescer cada vez mais, com responsabilidade social e
sustentabilidade.
Hoje no Brasil, temos 2.987 municípios turísticos, divididos em 360 regiões turísticas, que a
maioria do brasileiro desconhece. A Rota do Turismo chegou com a missão de colocar cada
município turístico na palma da mão dos turistas, do Brasil ou exterior. E para isso, em cada
município criarmos uma estrutura de atendimento aos turistas, com profissionais qualificados
e credenciados, para oferecer um turismo de experiência e regenerativo, inesquecível e sem
fake News.
Para muitos pode parecer um sonho, mas no meu coração, tenho certeza que em breve se
tornará realidade e terei a chance de ver mais filhos juntos dos país, sem precisar abandoná-los
na busca de trabalho nas grandes cidades ou capitais, mas sim, ver esse jovem crescer ao lado
dos seus familiares e ajudando o município a virar referência através do turismo regional.
Agradeço a todos pela leitura e por fortalecerem, junto conosco, o diálogo sobre o nosso turismo. Obrigado pela participação!
Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
Editor do Jornal Digital ClickUS – Acontecimentos Mundiais
www.clickus.com.br
Conselheiro de Turismo do Estado de SP – CONTURESP
Conselheiro de Turismo do Município de SP – COMTUR
Vice-Presidente da ABRAJET SP
E-mail: luizmaggio@gmail.com
WhatsApp: +55 (11) 98270-1536
Sobre o Jornal Digital ClickUS
O ClickUS Jornal Digital é um veículo dedicado a promover o turismo, a cultura e os negócios no Brasil e no exterior. Com uma abordagem dinâmica e informativa, destacamos iniciativas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do setor.
Aguardo seus comentários e contribuições para enriquecer esta entrevista!
Atenciosamente,
Luiz Maggio – EDITOR
Apoio Jornalístico:


















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