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  1. O outro lado do turismo
  1. Por:  MIRIAM PETRONE

Sabemos que o Covid-19 (Coronavirus) está fazendo uma devastação na economia mundial e o setor mais atingido é sem sombra de dúvida, o turismo.

Vemos muita movimentação por parte das autoridades federal, estadual e até municipal para resolverem os problemas de ordem econômica para as empresas afetadas neste setor. Muitos são os cuidados que estão tomando para salvaguardar os direitos do consumidor que não puderam viajar por conta da pandemia mundial que se espalha rapidamente.

A razão pela qual, e a forma de resolver tudo isto, ainda está longe de ter um desfecho onde ambas as partes estarão satisfeitas. Se por um lado temos as empresas aéreas, empresas de ônibus, trens, hotéis, parques e outros tendo de oferecer remarcação para outro período sem custo algum para o consumidor, ou mesmo em muitos casos o reembolso. Temos na outra ponta o consumidor, que sabe que mais tarde terá de pagar a conta, pois as tarifas não serão as mesmas e o complemento de valor maior terá de ser feito, tendo o consumidor que pagar ônus deste colapso de alguma forma. Ou esperar 12 meses para receber os valores do reembolso.

Na cadeia desta grande catástrofe estão as empresas que tem como arcar com os custos de remarcação, cancelamentos e desistência das viagens. Empresas que estão bonificadas por ações do governo com alguns incentivos fiscais, funcionários que terão seus salários garantidos, mesmo que as empresas não operem.

Mas, temos um lado que poucos comentam, ou mesmo, que são ignorados nesta cadeia do turismo.

Os agentes de viagem

Ouvimos falar das agências, grandes ou pequenas, das operadoras, que o consumidor comum nem sabe a importância delas numa viagem, novamente das aéreas, mas não ouvimos falar destes profissionais que são os responsáveis pelo sucesso da viagem em mais de 90% dos casos. São estes profissionais que pilotam a “nave mãe” do turismo. Ouvindo o desejo dos clientes e fabricando a realização dos sonhos. São estes profissionais que na maioria absoluta trabalham em carreira solo, sem ter respaldo de grandes agencias porque não são funcionários, apenas colaboradores informais, muitos até dentro dos padrões da formalidade como empreendedor individual ou mesmo como micro empresas, mas que não aparecem na cadeia como algo relevante para que sejam notados.

A pergunta que ecoa entre estes profissionais é muito simples, não tem nada de enigmático, simplesmente querem saber como farão para enfrentar este inimigo oculto que todos estamos enfrentando, mas, para eles significa que não terão como arcar com as despesas mensais se as viagens continuarem a serem canceladas.

Simples, se acompanharmos pela cadeia como funciona o rendimento destes profissionais. O pagamento é feito através de comissões das viagens vendidas e muitas vezes divididos por partes, de acordo com o parcelamento, não é via de regra, mas pode acontecer. Trabalham home office para não terem despesas maiores, se sujeitam a taxas as vezes baixas, e são eles que resolvem tudo para o cliente, para que saiam satisfeitos e voltem a comprar. Outros agentes se aventuraram a abrirem suas próprias agencias, mas não são grandes o suficiente para aguentarem uma quebradeira financeira nestas proporções que o Covid-19 tem impingido ao mercado. Algumas destas pequenas agencias podem ser comparadas aos agentes em carreiras solo, que não conseguirão suportar os reembolsos, salários, despesas de aluguel e outras despesas fixas. E fazendo justiça a estas pequenas empresas, vale mencionar que elas procuram honrar a satisfação dos clientes e agem dentro da lei não cobrando taxa de cancelamento como as grandes, mesmo sabendo que é ilegal, fazem.

Voltando aos agentes de viagem, estes profissionais serão os mais atingidos, sem a perspectiva de novas marcações de viagens, seja com novos ou antigos clientes. Quem viajará em curto espaço de tempo mesmo que o vírus maldito tenha ido embora?

Imaginando positivamente que o Covid-19 deixa de ser ameaça mundial daqui uns dois ou três meses, quem terá dinheiro para viajar, ou mesmo vontade, se muitas pessoas perderão entes queridos e ainda estarão sob o medo da dúvida se realmente acabou ou não a ameaça deste inimigo invisível.

Estes profissionais, que não ouvimos ser mencionada a classe, que trabalham para que os grandes tenham cada vez mais êxito, estão esperando que numa destas medidas e resoluções do governo sobre alguma para eles. Oferecendo alguma saída para os meses que ficarão sem trabalho. Porque sem trabalho ficarão sem rendimento.

Sabemos que profissionais de outras áreas também não tem esperança para sobreviverem a sombria realidade de escassez financeira. A preocupação de todos é saber se o governo irá criar alguma saída para todos. Demissão em massa, redução da jornada de trabalho, receber seguro desemprego são alguns dos itens apontados pelo Ministro do Turismo num pleito apresentado ao presidente da República, mas que infelizmente, se sair do papel irá causar mais danos do que solução. Quais medidas estão sendo tomadas para ajudar os agentes de viagem?

Esperamos que outras profissões ligadas ou não ao turismo, e que também foram atingidas por esta pandemia, possam ser contempladas com medidas justas e soluções justas.

O turismo é apontado no mundo como a solução para o desenvolvimento econômico como um milagre. Acreditamos que seja mesmo. Por isso ações para preservar estes profissionais seja tão urgente quanto salvar as grandes empresas.

Que o governo crie medidas e esperança.

 

 

The other side of tourism

  1. Miriam Petrone

Apoio Jornalístico:

Estamos monitorando de perto a pandemia de covid-19, causado pelo novo coronavírus, e avaliando continuamente seu possível impacto em nossas operações, eventos e associados.

Sua saúde e segurança são da mais alta prioridade para nós. Em curto prazo, o Rotary International recomenda que distritos e Rotary e Rotaract Clubs se reúnam virtualmente, cancelem ou adiem reuniões e eventos, de acordo com as orientações das autoridades de saúde nacionais e locais.

O Rotary incentiva os associados e seus familiares a tomarem as precauções necessárias para se protegerem do vírus, como lavar as mãos frequentemente, manter uma distância segura de outras pessoas e ficar em casa se estive doente.

Leia abaixo sobre algumas atividades que podem ser afetadas e consulte esta página regularmente para novas informações.

Definição e sintomas do coronavírus e COVID-19

rapaz sentado no sofá cm dores de cabeço

1. O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

2. O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

3. Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.
A maioria das pessoas que fica doente se recupera do COVID-19. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).
Pessoas com febre (maior que 37,8ºC), tosse e dificuldade para respirar e que tiverem viajado ou tido contato com pessoas vindas de países com transmissão local devem procurar atendimento médico.

4. Quão grave é a COVID-19?

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolver a doença em sua forma mais grave.
Pessoas idosas e/ou com comorbidades, ou seja, outras doenças associadas como por exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, diabetes e pessoas em tratamento para câncer, têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória grave.
Fonte : Unimed

 


Governo esteve reunido com representantes das companhias aéreas nesta terça-feira (3) para discutir estratégia contra a desinformação

Os secretários de Turismo e de Comunicação do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz e Cleber Mattar, reuniram os representantes das companhias aéreas nesta terça-feira (3), no Palácio dos Bandeirantes, para um reforço na mobilização contra o coronavírus (Covid-19).

O Governo do Estado tem produzido material de divulgação – site, vídeos, podcasts, cartilhas, manuais e redes sociais – visando transmitir as informações corretas e precisas sobre a doença. A ideia é que as empresas de aviação possam utilizar esse material para orientar os passageiros.

Participaram do encontro os representantes das companhias Latam e Azul, além da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que transmitirá as informações para Gol e Passaredo. As internacionais TAP, Emirates e Air France/KLM também compareceram.

Na segunda-feira (2), o Governador João Doria esteve com os diretores das companhias áreas nacionais e lembrou da importância da mobilização de todos para “vencer a guerra da informação”. Doria lembrou da importância de encarar esse desafio com otimismo e seriedade, evitando prejudicar os negócios das empresas.

A Secretaria de Comunicação está encarregada de adaptar as peças que serão utilizadas pelas empresas de aviação. Os vídeos, por exemplo, com dicas de prevenção em português terão legendas nos idiomas espanhol, inglês, mandarim, italiano, francês e japonês.

“Além desse trabalho amplo de comunicação, é válido trabalharmos o caminho natural dos turistas: avião, aeroportos, táxis e motoristas de aplicativo”, sugeriu o secretário Vinicius Lummertz. “Assim conseguimos uma ação mais objetiva e com foco bem definido”.

Nesta quinta-feira (5), a Secretaria de Turismo irá reunir, também no Palácio dos Bandeirantes, os representantes dos aeroportos (Guarulhos, Congonhas e Viracopos) e das entidades de classe, como as associações dos agentes de viagens, dos operadores de turismo e de hotéis.

Fonte:
Assessoria de imprensa Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo

 

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