André Nakandakari (Importação Japão-Brasil)

 

O ClickUS Jornal Digital tem a satisfação de abrir espaço para uma conversa que você precisa absorver agora. Convidamos André Nakandakari, Presidente da Central South Trading Company e especialista em relações Japão-Brasil, para nos guiar em uma jornada de descoberta.

A chave para o sucesso é o conhecimento aprofundado, e a trajetória de André — de professor a jornalista e, agora, empreendedor na importação de vinhos e saquês japoneses — é o mapa que revela a conexão essencial entre cultura nipônica e o crescimento no Turismo de Experiência.

Sua mente já sabe que a qualidade e a história por trás desses produtos premium são o diferencial que o mercado exige. Esta entrevista, conduzida por Luiz Maggio, foca em como a visão de André pode desbloquear uma nova perspectiva para o seu negócio.

IMPORTANTE: As respostas e declarações apresentadas nesta matéria são de responsabilidade exclusiva do entrevistado, André Nakandakari, e refletem a fase inicial e de construção da Central South Trading Company.

Acompanhe a seguir esta jornada que traz a excelência japonesa para o paladar brasileiro.

1. Cultura, História e o Link com o Turismo

― André, sua trajetória como professor e jornalista no maior jornal em japonês do país é notável. Como essa profunda imersão na economia, cultura e imigração japonesa preparou o terreno para sua entrada no mercado de importação e de que forma a bebida (saquê/vinho japonês) funciona como uma porta de entrada para a cultura e o Turismo do Japão no Brasil?

A minha trajetória como professor e jornalista, na verdade até mesmo antes da minha vida profissional, foi despertando em mim o interesse pela área de comércio exterior. Ao longo do tempo, conforme fui conhecendo pessoas e construindo relações, sinto que o caminho foi se abrindo, até que enfim, consegui ingressar nesse campo com o apoio de diversas pessoas.

Nasci na província de Yamanashi, no Japão, e me mudei para o Brasil aos 11 anos. Desde cedo, vivenciei dois países e duas culturas distintas, o que ampliou muito a minha visão de mundo e plantou em mim esse desejo de “trabalhar conectando o Japão ao restante do mundo”.

Após concluir o ensino médio, comecei a dar aulas de língua japonesa. Como professor, eu tinha o desafio de traduzir não só a língua, mas também a cultura e o cotidiano do Japão para os alunos brasileiros. Foi aí que comecei a perceber, na prática, que essa aproximação passa por um ciclo entre “coisas”, pessoas e informação, não basta só explicar o Japão, é importante que circulem também produtos, experiências e histórias. A partir desse raciocínio, o interesse pelo comércio exterior começou a ganhar forma.

Em 2021, dei um passo além nessa imersão ao me mudar sozinho para São Paulo para trabalhar como repórter no único jornal em língua japonesa do Brasil. Cobrir temas de economia, política e cultura me colocou em contato direto com empresas, instituições e comunidades ligadas tanto ao Japão quanto ao Brasil. Ao mesmo tempo em que eu entendia melhor a história da imigração japonesa e das minhas próprias raízes, passava também a enxergar com mais clareza onde existiam lacunas e oportunidades nessa relação bilateral, inclusive no campo de produtos e negócios.

A partir de entrevistas, reportagens e das redes de relacionamento construídas nesse período, fui desenhando a ideia de criar uma empresa que atuasse como ponte comercial entre o Japão e o Brasil. Em 2025, esse projeto se concretizou com a fundação da Central South Trading Company, focada em operações de exportação e importação, começando por vinhos e outras bebidas de origem japonesa. Ou seja, a imersão que tive na economia, cultura e história durante a minha trajetória profissional, serviu como uma base fundamental para dar os primeiros passos no mercado de importação.

Acredito que Brasil e Japão têm forças culturais e econômicas que se complementam. No Brasil, a cultura japonesa já é relativamente difundida, mas no Japão ainda não se pode dizer o mesmo em relação ao Brasil. Gostaria que mais japoneses conhecessem o Brasil de forma ampla, para além dos estereótipos, e eventualmente se interessassem em vir ao país e vivenciar essa realidade.

Por outro lado, percebo que, mesmo no Brasil, muitos aspectos da cultura japonesa ainda são consumidos de forma mais superficial. Gostaria que mais pessoas tivessem acesso também à “essência” da cultura japonesa. Para isso, não basta apenas informação, muitas vezes, é preciso que haja primeiro um contato com produtos que sirvam como porta de entrada, despertando curiosidade. A partir desse primeiro contato, surge a vontade de saber mais, e, então, a cultura, a história e as pessoas do país começam a fazer sentido.

O vinho é um bom exemplo disso, é uma bebida amplamente apreciada em todo o mundo e, para muitos apaixonados por vinho, o enoturismo, viajar para conhecer os terroirs, é uma forma de aprofundar essa relação. Meu objetivo é, de um lado, difundir o vinho japonês no Brasil e, de outro, abrir espaço para que vinhos brasileiros tanto quanto as cachaças de alta qualidade cheguem ao Japão. Quero mostrar que o Brasil não se resume a samba, futebol e café, há também produtos e expressões culturais acolhedoras, delicadas, sofisticadas e de alto nível.

No futuro, pretendo criar oportunidades no Japão para apresentar bebidas brasileiras de forma mais estruturada, de modo que essa experiência sensorial e cultural desperte nas pessoas o desejo de conhecer o Brasil presencialmente. A ideia é que essa ponte gastronômica e cultural se converta, naturalmente, em mais interesse turístico em relação ao Brasil.

2. Desafios de Mercado e Novas Experiências

― A empresa Central South Trading Company é jovem (fundada em 2025). Tendo em vista que o mercado brasileiro ainda está se familiarizando com a diversidade e sofisticação do saquê, quais são os principais desafios logísticos e culturais que você enfrenta para posicionar essas bebidas premium e criar demanda no Trade de Gastronomia e Hospitalidade?

Quando falamos em bebidas japonesas de alta qualidade, os principais desafios que enfrentamos hoje no Brasil são, em primeiro lugar, logísticos e econômicos. O saquê é uma bebida extremamente sensível. A rota entre o Japão e o Brasil é longa, atravessa o Equador e, por isso, a temperatura dentro do contêiner tende a subir bastante. Na prática, isso significa que o uso de contêineres refrigerados é praticamente obrigatório, o que eleva significativamente o custo de transporte.

Mesmo depois que o produto chega ao Brasil, para garantir que o consumidor tenha acesso ao saquê com a mesma qualidade que ele teria no Japão, é necessário investir em armazenagem adequada, controle de temperatura e cuidado no transporte interno. Tudo isso acaba se refletindo no preço final. Somando a isso a carga tributária de importação no Brasil, o resultado é um produto de alto valor num mercado em que o saquê ainda não é amplamente conhecido. Portanto, o número de consumidores dispostos a “arriscar” em algo novo e caro é naturalmente limitado.

Além desses aspectos práticos, existem também desafios culturais. Em muitos casos, falta conhecimento por parte de quem serve a bebida, seja em bares, restaurantes ou hotéis. Ainda há uma imagem muito restrita de que saquê é algo que se bebe apenas em restaurante japonês ou com sushi, o que limita os contextos em que a bebida é oferecida. Outro ponto importante é repensar a imagem do saquê, sair da visão de um produto exótico e pontual para algo que possa dialogar com diferentes cozinhas, momentos e estilos de consumo.

Pensando no futuro, gostaria de desenvolver ações voltadas a diferentes públicos e níveis do trade. Isso inclui treinamentos específicos para sommeliers e equipes de serviço, explorando as características sensoriais do saquê e seu potencial de harmonização, organização de degustações e jantares harmonizados voltados a profissionais, e também eventos de prova aberta ao público, para que o consumidor final possa descobrir o saquê de maneira guiada. A ideia é construir demanda de forma gradual, por meio de educação, experiência e diálogo com o mercado.

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer o trabalho dos profissionais e importadores que já vêm se dedicando à divulgação do saquê no Brasil. Graças a esses pioneiros, a bebida começa a ganhar espaço, e, nos últimos anos, tenho visto um interesse crescente por parte de apreciadores de vinho, justamente pela complexidade e pela riqueza de estilos do saquê. Acredito que essa aproximação entre o universo do vinho e o do saquê tende a se fortalecer.

O grande desafio, e também a grande oportunidade, é evitar que vinho e saquê sejam vistos como concorrentes diretos disputando o mesmo espaço. Em vez disso, quero trabalhar para que eles sejam percebidos como complementares, especialmente no contexto da gastronomia. Em harmonizações e menus degustação, por exemplo, é possível usar o vinho e o saquê de forma que um realce o outro, ampliando a experiência do cliente. Encontrar esse equilíbrio será um dos pontos-chave na construção desse mercado.

3. Empreendedorismo e Intercâmbio Cultural

― Além do comércio exterior, seu envolvimento com o Centro Brasileiro de Língua Japonesa e o Grupo Ainoko destaca um forte compromisso com a comunidade nipo-brasileira. Qual é a importância desses projetos para o intercâmbio cultural e como o empreendedorismo na importação ajuda a fortalecer a identidade e a ponte entre os dois países?

O Centro Brasileiro de Língua Japonesa é uma instituição que oferece suporte a professores de japonês e a entidades de ensino de língua japonesa em todo o Brasil. Acredito muito que o aprendizado de um idioma é uma das portas mais diretas para compreender a cultura de um país. Quando alguém aprende uma língua e passa a se comunicar com pessoas daquele país, nasce um tipo de conexão que vai muito além do vocabulário e da gramática, é aí que surgem compreensão mútua, empatia e, consequentemente, laços duradouros entre sociedades. Para mim, esse contato entre pessoas é a forma mais poderosa de intercâmbio cultural.

O Grupo Ainoko surgiu a partir da experiência de jovens que viveram tanto no Japão quanto no Brasil e que, muitas vezes, se sentem “entre dois mundos”, tanto linguisticamente (entre português e japonês) quanto em termos de identidade. O objetivo do grupo é criar um espaço seguro e acolhedor onde possamos compartilhar nossas vivências, desafios e reflexões sobre o que significa crescer com duas referências culturais.

Graças a essas iniciativas, surgiram oportunidades de colaborar também com o campo da educação no Japão. Tenho sido convidado, ainda que de forma pontual, para falar sobre o Brasil em escolas e instituições japonesas, abordando temas como convivência multicultural, diversidade e construção da própria identidade, sempre a partir da perspectiva nipo-brasileira. Acredito que, ainda que em escala pequena, isso ajuda a reduzir a distância emocional entre os dois países.

Como nipo-brasileiro que transita entre duas culturas, vive em dois idiomas e ama profundamente tanto o Japão quanto o Brasil, sinto que faço parte da geração que herdou o resultado do esforço de muitos imigrantes que vieram antes de nós. Ser descendente dessa história e poder atuar, mesmo que modestamente, para aproximar os dois países é algo de que me orgulho muito.

Do ponto de vista empresarial, costumo dizer que “coisas, pessoas e informação” precisam circular de forma integrada. O comércio exterior é uma forma de colocar as “coisas” em movimento, vinhos, alimentos, produtos culturais, mas o objetivo final não é a mercadoria em si, e sim o que ela é capaz de gerar em termos de relacionamento, troca e entendimento.

Na prática, isso significa envolver o maior número possível de pessoas nos projetos, produtores, importadores, educadores, chefs, sommeliers e consumidores. Quanto mais gente participando, mais longe a informação circula e mais pessoas passam a compartilhar a mesma visão de construir pontes entre Brasil e Japão. Quando várias pessoas com o mesmo propósito começam a agir em diferentes frentes, elas se tornam, naturalmente, agentes de conexão entre os dois países.

Já tenho conversado com alguns parceiros sobre uma ideia de longo prazo, criar, em conjunto, um projeto de intercâmbio cultural entre Brasil e Japão e destinar uma parte do lucro da empresa para financiar esse tipo de iniciativa. A intenção é que o valor gerado pelo negócio não fique restrito ao âmbito comercial, mas seja reinvestido em atividades que promovam encontros, diálogos e vivências transformadoras entre pessoas dos dois países.

Acredito que uma única pessoa, por mais empenhada que seja, é sempre vulnerável e limitada. Mas quando muitas pessoas se unem em torno de um objetivo comum, a estrutura se torna mais forte, duradoura e sustentável. Conectar dois países não é o feito de um “herói individual”, e sim um trabalho coletivo em que muitas mãos, histórias e trajetórias se entrelaçam.

4. Visão de Futuro e Realidade de Mercado

― Em sua nota, você mencionou estar em uma fase inicial de importação. Qual é o objetivo de curto prazo da Central South Trading Company e o que o mercado pode esperar em termos de novos produtos, sabendo que o foco, neste momento, é construir uma base sólida e não gerar expectativas maiores que a entrega atual?

No curto prazo, o principal objetivo da Central South Trading Company é estabelecer um modelo de importação própria de vinhos japoneses. Hoje ainda atuamos principalmente como intermediários em operações de comércio exterior, mas enxergamos essa fase como um período de aprendizagem intensa da logística, desembaraço aduaneiro, controle de qualidade, formação de preço, relacionamento com parceiros etc.

Ao mesmo tempo, acredito que, para realizar qualquer projeto de forma consistente, não podemos depender excessivamente de terceiros. É importante desenvolver uma força própria, uma base de autonomia. Na minha visão, quando players que já são mais autônomos se unem, a colaboração se torna muito mais efetiva. Por isso, estamos utilizando essa fase de intermediação para acumular know-how de comércio exterior e fortalecer nossa base, tendo como primeiro grande passo a consolidação de uma estrutura de importação direta de vinhos japoneses.

No caso específico do vinho japonês, estamos falando de um produto que, na prática, ainda está dando seus primeiros passos no Brasil. A maior parte do público, inclusive dentro do trade, praticamente não conhece esse universo. Exatamente por isso, não faz sentido buscar uma expansão “barulhenta” logo de início. Quero, antes de tudo, investir tempo na construção de uma base sólida de marca, para que o vinho japonês não seja apenas “mais um rótulo exótico na prateleira”, mas algo compreendido e valorizado em sua profundidade.

Isso significa direcionar esforços, em um primeiro momento, para o trabalho de branding e educação. Pretendo focar muito em ações junto a sommeliers e profissionais de serviço, apresentando não só as características técnicas dos vinhos japoneses, mas também o contexto, a história, a identidade dos terroirs e, principalmente, o potencial de harmonização com a gastronomia brasileira e internacional. Paralelamente, quero criar espaços em que amantes de vinho possam acessar informações corretas e confiáveis sobre vinhos japoneses, de forma que consigam apreciá-los com mais profundidade, e não apenas pela curiosidade.

Por isso, neste estágio inicial, o foco não estará em volume a qualquer custo, e sim na construção de relações de confiança com os parceiros e no estabelecimento de um posicionamento adequado do vinho japonês no mercado brasileiro. Acredito que, se essa base for bem construída agora, o crescimento em escala será uma consequência natural, e mais sustentável, no médio e longo prazo.

 

Considerações Finais:   

André, para finalizar, que conselho ou mensagem você gostaria de deixar para os leitores do CLICKus—incluindo o público que admira a cultura japonesa e os empresários do Trade que buscam diferenciais em seus cardápios?

Aos leitores do CLICKus que admiram a cultura japonesa, eu deixaria a mensagem de que vale a pena ir além da superfície. A cultura japonesa é profundamente ligada ao cuidado, ao detalhe e ao respeito pelo tempo e pelo processo — e isso se reflete muito claramente na gastronomia e nas bebidas. Quando escolhemos um saquê ou um vinho japonês, não estamos apenas consumindo um produto, mas entrando em contato com a história, o território e as pessoas por trás dele.

Aos empresários do Trade, falo também a partir de um lugar de aprendizado contínuo. Tenho sentido, na prática, que o diferencial está cada vez mais na autenticidade e no conhecimento. O consumidor brasileiro demonstra curiosidade e abertura para novas experiências, mas busca contexto, narrativa e coerência. Trabalhar com produtos japoneses não é simplesmente adicionar algo “exótico” ao cardápio, e sim entender como apresentá-los, como harmonizá-los e como comunicar sua história com responsabilidade. Esse cuidado, ainda que construído passo a passo, ajuda a transformar o produto em experiência e a gerar valor real para o cliente e para o negócio.

Por fim, se pudesse deixar um conselho, ainda como alguém que está começando, seria o de aproximar pessoas, culturas e informações. Acredito que é nesse encontro, construído aos poucos, que surgem conexões mais sólidas, oportunidades genuínas e um mercado mais saudável e sustentável para todos.

 

 

Agradecemos a todos pela BOA leitura e participação!


 Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
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ENTREVISTA | Thiago Mochiutti: A Alma da Toca da Coruja: Onde a Cachaça Premiada e o Turismo de Experiência se Encontram na Mata

Mais do que uma destilaria de cachaças artesanais premiadas, a Toca da Coruja se consolidou como um destino turístico imersivo no coração do cinturão verde de São Paulo. Em entrevista conduzida pelo Editor Luiz Maggio ao ClickUS, Thiago Mochiutti revela como a experiência de visitar a fazenda — respirando o ar puro da Mata Atlântica, conhecendo o cultivo sustentável da cana e o processo de “fermentação selvagem” — é tão fundamental para a marca quanto o produto final. Esta conexão direta com as origens transforma uma simples degustação em uma verdadeira viagem sensorial.

A propriedade, que faz divisa com o Parque Carlos Botelho, aproveita seu território privilegiado para oferecer uma rota de experiência completa. Os visitantes são convidados a se desconectar da cidade e a se reconectar com a natureza, em um passeio que inclui desde as instalações da fábrica até uma harmonização final com a vista da floresta. É a materialização do conceito de Turismo de Rota, onde o consumidor vivencia a alma do produto.

Nesta conversa, Mochiutti detalha como essa integração com o turismo sustenta a autenticidade da cachaça, considerada “autêntica como o Brasil”. Além disso, o empreendedor compartilha os desafios de posicionar uma cachaça premium no mercado global, a estratégia por trás das medalhas internacionais e a inovação de produtos como a “Toca Terra & Torra”, que une o destilado ao café especial. Uma lição sobre como tradição, qualidade e experiência podem elevar um patrimônio nacional.

 

🎙️Vamos direto às perguntas:

1. Tradição, Terroir e Propósito
Thiago, a Toca da Coruja tem uma história enraizada no interior de SP, fazendo divisa com o Parque Carlos Botelho. Como essa proximidade com a Mata Atlântica e o uso da “fermentação selvagem” se traduzem no terroir e na personalidade única das cachaças Toca da Coruja, tornando-a “autêntica como o Brasil”?
O nosso processo se torna diferente justamente por conta desses elementos, pois cada um deles ajuda a trazer algo para o nosso produto.  A Mata proporciona um clima único com muita umidade para o crescimento de nosso canavial que com ele desenvolvemos a nossa fermentação sendo ela “selvagem ” trazendo aromas únicos e um paladar diferenciado a nossa Toca da Coruja. Isso gera esse terroir único para nossos produtos.

 

 

2. Sustentabilidade e Turismo de Experiência

O conceito de Turismo de Rota cresce no interior. Pensando na localização da Toca da Coruja no cinturão verde, como a sustentabilidade do cultivo da cana é integrada à experiência do visitante? Existe um projeto de Rota Turística ou de degustação na fazenda que conecte o consumidor diretamente à origem da cachaça?

Sim, aqui na Toca da Coruja queremos que nossos visitantes tenham uma experiência única.  Nós nos preocupamos em atendê-los para conectá-los com nossos produtos e nossa fazenda. Aqui nós mostramos a eles a riqueza de nossa região para que eles possam vivenciar como que produzimos  nossas cachaças e também desfrutar um pouco do ar puro de nossa região e se desligar um pouco do ar poluído da cidade para poder receber toda a energia que nossa mata nos traz. Aqui além disso oferecemos na visita técnica um passeio pelas instalações da fábrica com explicações sobre o processo produtivo e após uma degustação de nossos produtos.

 

3. Competitividade e Reconhecimento no Mercado Global

Com diversas medalhas em concursos nacionais e internacionais, a Toca da Coruja demonstra que a cachaça artesanal brasileira pode competir com destilados premium mundiais. Quais são as principais barreiras de mercado que a cachaça brasileira ainda enfrenta para quebrar preconceitos e ganhar mais espaço em coquetelarias e na exportação?

Nós tentamos produzir um produto de altíssima qualidade para que isso possa  agradar o maior número de pessoas. Temos um ambiente e uma metodologia de produção que se bem conduzida nos dá a oportunidade de conseguir obter esses produtos. Com isso para um posicionamento da marca temos a preocupação de colocar nossas cachaças em alguns concursos para que ela possa ser avaliada. Nosso objetivo não é só os títulos que com muita felicidade temos ganhado, mas sim mostrar ao mercado que conseguimos fazer produtos com alta qualidade e equilíbrio.  E assim conseguimos ajudar no crescimento do setor da cachaça tentando que ele tenha cada vez mais um reconhecimento municipal,  nacional e mundial mostrando para as pessoas para que elas valorizem cada vez mais o nosso patrimônio nacional, a nossa “Cachaça”. Acho isso um papel que graças ao empenhos de muitas ótimas marcas hoje existentes no Brasil ajuda a melhorar a aceitação para o nosso destilado brasileiro, e com a nossa cachaça é um prazer participar desse momento na história da cachaça.

4. Inovação e Portfólio (Lançamento)

A Toca Terra & Torra, que une cachaça extra premium e café especial, é um lançamento inovador. Como essa combinação audaciosa reflete o propósito da Toca da Coruja de “ser referência entre os destilados brasileiros” e qual o potencial de mercado dessa linha no segmento de drinks e harmonizações?

​Nós temos sempre a preocupação de trazer produtos únicos com a assinatura da Toca da Coruja para o mercado. Isso nos traz um diferencial.  A Toca Terra & Torra é um desses produtos.  Ela tem um aroma único que une os aromas de nossa cachaça de carvalho somados aos aromas do café especial.  Com ela os chefes de gastronomia e bartenders podem criar combinações muito interessantes e proporcionar sim novas experiências aos seus clientes.
Nota do editor 1 Fermentação Selvagem:
É um processo tradicional onde a fermentação ocorre espontaneamente, utilizando apenas os microrganismos naturais do ambiente (como os da Mata Atlântica), sem adição de leveduras industriais. Isso confere aromas e sabores únicos e irreproduzíveis, criando a identidade “selvagem” da bebida.
Nota do editor  2 – Terroir:
É a “impressão digital” geográfica de um produto. Para a cachaça, refere-se à combinação única de fatores do local onde a cana é cultivada: solo, clima, altitude, microrganismos do ar e técnicas tradicionais. É o terroir que dá personalidade e autenticidade à bebida, fazendo cada região produzir um destilado singular.

 

📌 Considerações Finais
Para encerrar, Thiago, qual mensagem a Toca da Coruja deixa para os leitores do CLICKus—sejam eles apreciadores de destilados, empresários do setor de Turismo ou empreendedores que buscam levar o nome do interior de São Paulo ao mundo?

A mensagem que fica é que o setor da cachaça precisa se unir cada vez mais e ter um incentivo cada vez maior do setor público, pois, assim, juntos, o nome do nosso destilado vai ganhando mais força nos mercados nacional e internacional. Com isso, ganhamos uma maior visibilidade para as nossas marcas. A Toca da Coruja vai seguir firme, trabalhando para que isso aconteça cada vez mais.

Agradeço ao CLICKus Jornal Digital pela oportunidade de divulgar a Toca da Coruja e estaremos de portas abertas para atendê-los com nossos produtos e em nossas instalações, lá na fábrica. Um grande abraço a todos.”

IMPORTANTE: As respostas e declarações contidas nesta entrevista são de total e exclusiva responsabilidade do entrevistado.

Obrigado por receber a reportagem do ClickUS. 

Agradecemos a todos pela BOA leitura e participação!


 Luiz Maggio .’.
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GASTRONOMIA SUSTENTÁVEL: A GRANDE IMPULSIONADORA DO TURISMO

Rafael Angelo Abud e Virgílio N.S. Carvalho

 

O turismo moderno está cada vez mais enriquecido pelas iniciativas empreendedoras da gastronomia, principalmente pela descoberta de que a alimentação deixou de ser apenas um complemento da viagem, ocupando lugar de destaque no conjunto.

A consciência ambiental e os fatores sócio culturais transformaram o que era simplesmente alimentação em GASTRONOMIA SUSTENTÁVEL, que assumiu definitivamente o lugar de destaque no turismo responsável, contribuindo para uma revolução de valores.

Com a mudança de comportamento, os turistas, além das belezas naturais, querem também experimentar os pratos típicos que invariavelmente vêm acompanhados de uma história cativante e de práticas sustentáveis que respeitam o meio ambiente.

A FÓRMULA DO SUCESSO está em localidades onde projetos de turismo comunitário unem gastronomia típica, economia solidária e experiência cultural, atraindo visitantes interessados em vivências genuínas e responsáveis.

PARA SABER MAIS E DESCUBRIR TODOS OS DETALHES DESSA REVOLUÇÃO GASTRONÔMICA, CLICK  Link para a matéria completa no https://blogmaggio.blogspot.com/

 

Por:  Rafael Angelo Abud e Virgílio N.S. Carvalho

Rafael Angelo Abud é fundador e Presidente da Confederação Brasileira de Turismo Sustentável e Virgílio N.S. Carvalho é Diretor de Planejamento da CONTURESP

Agradecemos a todos pela BOA leitura e participação!


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É com grande satisfação que o ClickUS Jornal Digital abre espaço para uma conversa essencial, conduzida por Luiz Maggio, Editor do ClickUS, com uma das vozes mais ativas e dedicadas do interior paulista: a Vereadora Bete do Broa.

Em um cenário onde o Turismo se consolida como vetor de desenvolvimento social e econômico, entender a visão e os projetos de quem atua diretamente no Legislativo é fundamental.

A Vereadora Bete do Broa não apenas representa sua base, mas carrega em sua trajetória o compromisso de transformar cidades por meio de políticas públicas eficazes no setor. Nesta entrevista exclusiva, ela compartilha seus desafios, as estratégias para atrair investimentos e o caminho para colocar o interior do estado no mapa dos grandes destinos turísticos do Brasil.

IMPORTANTE: As respostas e declarações contidas nesta entrevista são de total e exclusiva responsabilidade da entrevistada.

Acompanhe a seguir a visão de uma líder que faz da paixão pelo Turismo sua principal bandeira.

 Bete. Obrigado por receber a reportagem do ClickUS. Vamos direto às perguntas.

1. O “Broa” no seu nome é mais do que um apelido, é uma identidade política. Como a senhora traduz a luta em defesa da Represa do Broa e do meio ambiente para a prática legislativa na Câmara Municipal, especialmente com sua formação em Gestão Ambiental?
O ‘Broa’ no meu nome não é um apelido, é a minha identidade política e a razão de grande parte da minha luta. A Represa do Broa representa muito mais do que um cartão-postal para Itirapina: ela é um patrimônio ambiental, social, econômico e turístico que precisa ser defendido diariamente.
Como vereadora e profissional formada em Gestão Ambiental, eu traduzo essa luta para a prática legislativa de três formas claras:
1. Fiscalização firme e sem medo
Acompanho de perto tudo o que envolve o Broa, da gestão da portaria e do pedágio às condições de manutenção, saneamento, segurança e uso adequado do espaço. Quando encontro irregularidades, eu denuncio. Quando identifico riscos ambientais, eu cobro soluções. Essa é a minha obrigação enquanto fiscal do povo, e faço isso com total transparência.
2. Propostas e políticas públicas voltadas ao meio ambiente e ao turismo sustentável
Minha formação me dá base técnica para propor projetos e requerimentos que garantam o uso responsável da represa, a proteção da biodiversidade, o estímulo ao turismo organizado e o fortalecimento do comércio local. Luto para que o Broa seja visto como eixo de desenvolvimento e não apenas como fonte de arrecadação.
3. Defesa da comunidade que vive, trabalha e depende do Broa
Minha atuação é sempre construída com diálogo com moradores, comerciantes, trabalhadores, turistas e quem ama o Broa tanto quanto eu. Essa escuta permanente orienta minhas ações na Câmara e fortalece minha luta contra injustiças, arbitrariedades e decisões que prejudicam a região.
Portanto, quando me chamam de Bete do Broa, reconhecem a vereadora que não se esconde, que tem lado, que tem história e que defende com coerência aquilo que acredita, um Broa preservado, respeitado e tratado com responsabilidade ambiental e social.
2.  Itirapina busca se consolidar no circuito do turismo estadual. Na sua visão, quais são os principais incentivos e ações necessárias para atrair investimentos em hotelaria e infraestrutura de hospedagem para a cidade, de forma a reter os turistas por mais tempo?
Itirapina vive um momento importante para se consolidar no circuito do turismo estadual, e para atrair investimentos em hotelaria e infraestrutura de hospedagem é fundamental que o poder público demonstre planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo. Na minha atuação como vereadora, entendo que alguns incentivos e ações são indispensáveis para que os investidores enxerguem Itirapina como um destino sólido e atrativo:
1. Marco regulatório claro e estímulo ao empreendedor
Tenho defendido a atualização e a simplificação de normas municipais, especialmente as que envolvem uso e ocupação do solo, licenciamento e regularização de empreendimentos turísticos. Quando o investidor encontra regras claras, transparência e agilidade, ele se sente seguro para aplicar seu capital na cidade.
2. Incentivos fiscais e programas de fomento
É possível trabalhar, em parceria com o Executivo, políticas de incentivo, como redução temporária de ISS para novos meios de hospedagem, facilitação no IPTU progressivo para quem constrói ou amplia hotéis e pousadas, além de fomentar parcerias público-privadas para obras de apoio ao turismo.
3. Infraestrutura adequada, com prioridade para o Broa
Tenho atuado firmemente na cobrança de melhorias no entorno da represa do Broa, pois sabemos que infraestrutura de qualidade (acessos, iluminação, saneamento, segurança e sinalização turística) é determinante para que hotéis e pousadas vejam potencial de retorno. Um turista só permanece mais tempo onde encontra conforto, mobilidade e opções de lazer.
4. Fortalecimento do turismo sustentável e de experiências
Incentivar roteiros culturais, gastronômicos, esportivos e ambientais, muitos já existentes, mas pouco estruturados, é essencial para ampliar o tempo de permanência do visitante. Como representante da comunidade, venho trabalhando para que os atrativos locais sejam valorizados e integrados a um calendário municipal forte.
5. Promoção e marketing territorial
Investimentos em divulgação, participação em feiras e integração de Itirapina aos roteiros regionais do Estado são ações que venho cobrando e apoiando. Cidade que se promove bem atrai naturalmente empreendedores interessados em hotelaria e hospedagem.
6. Segurança jurídica, transparência e fiscalização eficiente
A credibilidade da gestão municipal, e é exatamente por isso que exerço meu papel de fiscalização com firmeza, é crucial para atrair grandes investimentos. Nenhum empresário coloca recursos em lugares onde há dúvidas sobre contratos, concessões ou licenças.
Em resumo: Itirapina tem potencial extraordinário, especialmente no Broa, e meu compromisso é continuar defendendo condições reais para que o turismo se torne uma matriz econômica forte: infraestrutura, incentivos, organização e seriedade na gestão pública. Assim, atrairemos hotéis, pousadas e empreendimentos capazes de manter o turista aqui por mais tempo, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável para toda a cidade.
3. A Medalha de Honra ao Mérito na ALESP e a criação do “Encontro de Empoderamento da Mulher Itirapinense” destacam seu ativismo pela causa feminina. Na sua trajetória, quais foram os maiores obstáculos que a senhora enfrentou por ser mulher na política e como essas experiências moldam suas propostas de igualdade e empoderamento hoje?
A Medalha de Honra ao Mérito na ALESP e a criação do Encontro de Empoderamento da Mulher Itirapinense representam muito mais do que homenagens: são marcos de uma caminhada construída com coragem, enfrentamento e compromisso com a defesa das mulheres.
Na minha trajetória política, os maiores obstáculos que enfrentei estiveram, sim, ligados ao fato de ser mulher em um espaço ainda dominado por práticas machistas e por estruturas de poder que tentam desestimular a nossa presença. Sofri tentativas de silenciamento, perseguições políticas e violações graves que nenhuma mulher deveria enfrentar.
Tenho, inclusive, medida protetiva contra dois vereadores por violência política de gênero e também medida protetiva contra o marido da prefeita, atual secretário de Serviços Públicos, por perseguição política. Esses episódios mostram como, quando uma mulher ocupa o seu lugar de fala e exerce sua função com firmeza, muitas vezes o sistema tenta reagir com violência e intimidação.
Atualmente, respondo a uma CPI arbitrária, criada com o claro objetivo de tentar cassar meu mandato, a mesma estratégia que já enfrentaram antes, quando meu mandato anterior foi cassado injustamente, mas em apenas 15 dias a Justiça reconheceu o abuso e determinou minha reintegração. Tudo isso porque exerço, sem medo, minhas prerrogativas de fiscalização e denúncia.
Mas nenhuma dessas tentativas me fez recuar. Ao contrário, moldaram ainda mais o meu compromisso com a igualdade, a transparência e o empoderamento feminino.
É por isso que:
•criei o Encontro de Empoderamento da Mulher Itirapinense, que se tornou um espaço de formação, acolhimento e fortalecimento das lideranças femininas;
•atuo para que mais mulheres participem da política com segurança e respeito;
•defendo políticas públicas que garantam autonomia econômica, proteção e oportunidades para mulheres;
•incentivo o empreendedorismo feminino e a criação de redes de apoio;
•e mantenho forte articulação com movimentos estaduais como a Virada Feminina, fortalecendo nossa voz e ampliando nosso alcance.
Cada violência que tentei calar minha atuação apenas reforçou minha missão: garantir que nenhuma mulher passe pelo que eu passei. Minha luta é coletiva, é justa e é necessária. E enquanto eu estiver na política, estarei ao lado das mulheres, defendendo verdade, justiça e empoderamento.
4. Itirapina busca o título de “Capital do Cerrado Paulista”. Como a senhora enxerga o equilíbrio necessário entre o incentivo ao turismo, que gera desenvolvimento econômico, e a preservação absoluta do bioma Cerrado, que é fundamental para os recursos hídricos da região, inclusive da Represa do Broa?
Para mim, desenvolvimento só faz sentido quando respeita e preserva a nossa maior riqueza: o bioma Cerrado. Itirapina vive um momento muito especial, e inclusive já está tramitando na Alesp, a meu pedido, por meio do mandato da Deputada Estadual Márcia Lia, o projeto que reconhece nosso município como a Capital do Cerrado Paulista. Esse pedido não foi feito por acaso, pesquisas e estudos científicos comprovaram que Itirapina é hoje a cidade com a maior área de Cerrado preservado em toda a região.
Por isso, eu defendo que turismo e preservação não são opostos, mas complementares. O turismo que queremos para Itirapina é o turismo sustentável, responsável, que valoriza o nosso patrimônio natural e gera renda sem destruir aquilo que nos torna únicos. A Represa do Broa, por exemplo, é um dos nossos maiores bens ambientais e hídricos, e precisa ser cuidada com rigor absoluto.
Equilibrar tudo isso significa ter planejamento, fiscalização séria e políticas públicas que protejam o Cerrado enquanto impulsionam atividades econômicas que respeitam os limites ambientais. Se queremos ser a Capital do Cerrado Paulista, temos que ser também referência em preservação e gestão ambiental. E eu estou comprometida com isso.
Considerações Finais do(a) Entrevistado(a):
Quero dedicar minhas considerações finais ao Distrito de Itaquerí da Serra, um território que pertence à nossa querida Itirapina e que carrega um valor imensurável para a história do Brasil, por ser o berço de Ulisses Guimarães. Itaquerí é um distrito histórico, cultural, turístico e ambiental, um verdadeiro patrimônio que precisa e merece ser preservado, cuidado e valorizado como tal.
Infelizmente, muitos espaços públicos do distrito encontram-se deteriorados, quando poderiam, e deveriam estar reformados, revitalizados e até transformados em museus e centros de memória, porque história ali não falta. Cada rua, prédio antigo e manifestação cultural guarda capítulos importantes da identidade do nosso povo.
Também é fundamental evidenciar a potência do nosso Parque de Ecoturismo Cachoeira do Saltão, onde temos uma das mais belas quedas d’água da região, com seus 75 metros de altura. Um lugar que, além de sua exuberância natural, produz o delicioso Café Saltão e abriga atividades de turismo rural e de aventura, movimentando a economia local e fortalecendo nosso potencial turístico.
Quero ainda reforçar meu compromisso com o meio ambiente, que faz parte da identidade de Itaquerí e de toda Itirapina. Há 14 anos trabalho como voluntária na Cooperei – Cooperativa dos Recicladores de Itirapina, onde cuidamos de 15 famílias que vivem da reciclagem. Esse trabalho mostra, na prática, que cuidar da Mãe Natureza é cuidar do futuro, das questões climáticas e da sustentabilidade do nosso município. A reciclagem é um processo essencial, justo e necessário para construirmos uma cidade mais consciente, inclusiva e ambientalmente responsável.
Reafirmo meu compromisso com Itaquerí da Serra e com toda Itirapina. Preservar nossa história, valorizar nossa cultura, fortalecer o turismo e proteger o meio ambiente é garantir desenvolvimento com dignidade e respeito para as próximas gerações.

Agradecemos a todos pela BOA leitura e participação!


 Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
Editor do Jornal Digital ClickUS – Acontecimentos Mundiais
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O ClickUS Jornal Digital é um veículo dedicado a promover o turismo, a cultura e os negócios no Brasil e no exterior. Com uma abordagem dinâmica e informativa, destacamos iniciativas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do setor.

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Luiz Maggio – EDITOR

 

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Entrevista com o Professor Alexandre Panosso Netto: Teoria, Crítica e o Futuro do Turismo

Entrevistador: Luiz Maggio para o Clickus JONAL DIGITAL

Prezado Professor Panosso Netto, agradecemos imensamente por aceitar este espaço de diálogo. Sua trajetória acadêmica e suas contribuições para a epistemologia e a teoria do turismo são fundamentais para a compreensão dessa área do conhecimento. As perguntas a seguir buscam explorar um pouco de seu pensamento e de sua vasta experiência. O espaço abaixo de cada pergunta é todo seu para suas considerações.

1. Sua obra “Turismo. Perspectiva Crítica. Textos Reunidos”  e outros trabalhos consolidaram uma abordagem crítica nos estudos turísticos. Na sua avaliação, como a epistemologia e a filosofia do turismo evoluíram no Brasil desde que o senhor começou a lecionar, e que desafios ainda persistem?

– Creio que durante muito tempo a epistemologia e a filosofia ficaram esquecidas nos estudos do turismo no Brasil. A comunidade científica entre as décadas de 1980 e 1990 estava mais preocupada com as possibilidades de desenvolvimento do turismo, de sua gestão e de seus impactos, o que é válido, porém, em certos aspectos, a visão crítica ficou num segundo plano. Foi em fins da década de 1990 a epistemologia e a filosofia passaram a fazer parte dos estudos do turismo aqui em nosso país. A epistemologia, conhecida também por teoria do conhecimento, que é uma disciplina, podemos dizer que até é uma corrente filosófica. Ela investiga os limites do conhecimento. Ela se pergunta o que é possível conhecer, se é possível conhecer algo, qual a origem do conhecimento. Por ela também se estabelecem os conceitos de verdade, falsidade, erro, certeza, crença, etc. Esses todos são conceitos que fundamentam o discurso científico. Assim, por ser um ramo da filosofia, ao usarmos das ferramentas da epistemologia para pensar o conhecimento turístico, estamos filosofando sobre o tema. Então, nesses mais de 20 anos, tivemos avanços importantes no meio científico nacional de turismo. O primeiro avanço foi reconhecer nossas limitações na produção do conhecimento. Sabemos que a ciência não é neutra. Ela está a serviço de grupos de interesses. Está a serviço de grupos de pesquisadores, de associações científicas, de governos, de agências de fomento científico, etc. O segundo avanço foi reconhecer que os métodos científicos e as técnicas/ferramentas que eram utilizadas precisavam ser renovadas, calibradas. Precisávamos abrir o horizonte e ver o que foi e o que é feito lá fora em termos de ciência do turismo. Não para copiar, nem para simplesmente transferir modelos exógenos, mas sim para nos espelharmos, nos inspirarmos, olhando para nossa realidade e buscando respostas científicas comparando o que já foi feito em outros lugares do mundo e por outros pesquisadores.

Sei que podemos pensar que esse discurso não reverbera muito no mundo prático do turismo, e aqui reside um dos principais desafios existem nesta área: evidenciar, mostrar a um público mais amplo, a importância e a necessidade de se analisar criticamente e cientificamente os modelos, conceitos e sistemas “já dados” sobre o turismo. É necessário desvelar o que está acobertado e isso só será feito com a ciência. O senso comum só nos levará ao obscurantismo, pois turismo é um setor altamente tecnológico, de elevada gestão, que envolve profissionais capacitados, que necessita de ciência, não de achismo para poder funcionar da forma correta.

2. O senhor é coautor de obras fundamentais como “Teoria do turismo: conceitos, modelos e sistemas”, que possui edições no Brasil, na Espanha e em inglês pela Cabi . Na prática, como o diálogo entre a teoria produzida na academia e os profissionais que atuam no mercado turístico pode ser fortalecido para gerar um desenvolvimento mais sustentável e consciente?

– Este meu livro Teoria do Turismo: Conceitos, Modelos e Sistemas, que foi escrito em coautoria com o prof. Gui Lohmann, que hoje atua na Austrália, é um dos exemplos que tenho sobre o diálogo entre a teoria e a prática. Nele nós identificamos 73 conceitos, modelos e sistemas que foram criados para explicar ou responder a algum problema do turismo.

Por exemplo, o Modelo de Escolha de Destinos, desenvolvido por Gottfried A. Schmoll na década de 1970, que buscou explicar os motivos pelos quais um turista elege o destino a ser visitado por motivo de lazer. Temos também o Sistema Psicográfico de Stanley Plog, que lá na década de 1970 conseguiu – com estudos da psicologia – estabelecer uma correlação entre níveis de desenvolvimento de um destino turístico com a psicologia do turista. E temos o Modelo de Ciclo de Vida de um Destino Turístico, desenvolvido por Richard Butler na década de 1980. Neste modelo, ou teoria, Butler explicou como nascem, crescem, atingem a maturidade e morrem (ou se renovam) os destinos turísticos.

Ora, para um bom profissional de turismo é fundamental saber como os turistas escolhem os destinos, quais são suas preferências segundo sua psicografia e como os destinos se comportam com a chegada de visitantes e com o passar do tempo. Esses três autores explicaram com suas teorias, utilizando ciência, um pouco disso há mais de 40 anos. Obviamente que essas teorias já foram revisitadas, redefinidas, melhoradas, criticadas, refutadas em partes, mas elas foram importantes para fazer uma ponte entre os teóricos e o mundo prático do turismo.

Neste sentido, respondendo a segunda parte da sua pergunta, creio que os grupos do mercado turístico e da academia de turismo do Brasil devem se aproximar. Estamos todos falando do mesmo fenômeno, porém com interesses e perspectivas diferentes. Mas é o mesmo setor. Assim, os profissionais do mercado poderiam, de alguma maneira, se aproximarem da literatura publicada na área, das associações científicas do turismo, dos pesquisadores de turismo e até quem sabe, contratarem estudantes de graduação ou jovens egressos dos cursos superiores de turismo do Brasil. Esses jovens já reconhecem o vocabulário da área, as nuances do setor, conhecem métodos e ferramentas de investigação e podem trazer novos olhares para problemas práticos ainda não resolvidos. Por outro lado, os profissionais da academia de turismo – professores, pesquisadores, cientistas do turismo – devem deixar de lado conhecimentos pré-concebidos que fazem crítica rasa às práticas do mercado turístico. A crítica deve existir, mas fundamentada em conhecimentos consolidados e na ciência. Também podem aprimorar seus olhares de investigadores e passarem a estudar temas de maior relevância e necessários, sempre direcionados pela ética e colocando o ser humano como fator mais importante neste processo.

3. O senhor recebeu, entre outras honrarias, o Troféu Professor Mário Carlos Beni e o Prêmio Jabuti. Para além dos reconhecimentos, que legado o senhor, como educador e pesquisador, mais deseja deixar para as próximas gerações de estudiosos do turismo?

– O prêmio Jabuti recebi em 2011 pelo livro “Turismo de Experiência”, em parceria com a profa. Cecilia Gaeta e outros colegas. Era um momento em que a experiência turística estava em alta e o livro soube fazer uma leitura da realidade vivida naquele momento. O Troféu Mário Beni recebi em 2023 e representou um reconhecimento pelo trabalho acadêmico que venho desenvolvendo há 30 anos. Para meus alunos e sempre deixo a mensagem que eles devem escolher atuar numa área que gostam, sempre serem éticos em todos os aspectos da vida e se fundamentarem na boa literatura científica. Desejo também que todos sejam tão bem sucedidos que superem seus mestres, pois a maior prova da capacidade dos professores é serem superados por seus alunos.

4. Uma pesquisa recente da qual o senhor participou na USP investigou as competências necessárias para docentes em Turismo e Hotelaria. Os resultados indicam que “Experiência Prática” e “Domínio de Tecnologias” são competências altamente valorizadas. Como o senhor vê a integração entre a formação teórica crítica e a demanda por essas competências mais técnicas e aplicadas na sala de aula?

– Essa pesquisa foi desenvolvida numa tese de doutorado que orientei e esses dois itens se sobressaíram. Percebo que a formação teórica já deve ser crítica, pois o professor deve conduzir o aprendizado dos alunos pelo caminho dos múltiplos olhares da vasta literatura e pelas inúmeras possibilidades profissionais. A demanda por profissionais que saibam pensar, escrever, tomar decisões e tenham controle emocional é grande no mercado turístico e praticamente em toda a área de serviços. De todos os modos, percebo que cada vez mais os alunos chegam à universidade com falhas na formação básica, então os professores perdem um tempo precioso buscando suprir tais deficiências e acabam por fim tendo um tempo limitado para desenvolverem técnicas em sala de aula. Mas cada caso é único. Depende muito das pessoas, das instituições que elas atuam e das condições de trabalho de cada docente.

5. O senhor tem uma significativa atuação internacional, com projetos como o “STOREM” na Costa Rica  e passagem como professor visitante na Espanha. Olhando para o futuro, que lições oriundas da América Latina e da Europa o senhor considera mais promissoras para a construção de um turismo mais inteligente e responsável, na linha do T-Forum, do qual a USP é fundadora?

– Tive a oportunidade de ajudar na criação de um doutorado em turismo no México, um mestrado em turismo na Costa Rica e um mestrado e um doutorado em turismo no Brasil. Essas ações me levaram a compreender que praticamente temos ao menos um problema crônico na formação em turismo na América Latina, qual seja, o distanciamento entre a teoria e a prática. Esse problema não  é exclusivo de nossa região, mas sim mundial. Daí é que surgiu o grupo t-Forum. The tourism Intelligence, cujo único objetivo é criar ferramentas e atuar para unir o mercado turístico com a universidade.

O grupo t-Forum foi criado em 2015 e a USP é membro fundador. Estive e estou apoiando a proposta desde então. No Brasil temos uma iniciativa semelhante, que é o Lab Academia (www.labacademia.org.br) que busca unir os empresários do setor com os professores e alunos das universidades. Dito isso, as lições mais promissoras são a superação dos muros reais e imaginários que separam a universidade do mundo prático do turismo, a valorização da sustentabilidade, da acessibilidade universal e da inclusão e o apelo para o desenvolvimento de ações éticas e humanas no setor. São valores, que podemos dizer, universais.

Nota do Editor: O acrônimo STOREM significa “Sustainable Tourism & Environmental Management” (Turismo Sustentável e Gestão Ambiental).

Por fim, agradeço imensamente a oportunidade e as perguntas feitas. Creio que muitos dos desafios que enfrentamos no setor de turismo serão superados somente com muita visão crítica, ciência, inovação, profissionalismo e, claro, ética.

 

Agradecemos a todos pela leitura e participação!


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Sejam bem-vindos ao Jornal Digital ClickUS.

Entrevistador: Luiz Maggio (ClickUS Jornal Digital)

Agradecemos por dedicar seu tempo a esta leitura importante, onde vamos explorar os detalhes do movimento “NÓS QUEREMOS”, lançado pela ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Este movimento, que ganhou destaque após o evento realizado em 06/10/2025, busca fortalecer a cadeia produtiva nacional e proteger o setor de alimentação fora do lar dos desafios econômicos e tarifários internacionais. No final da leitura, deixe seu comentário, é muito importante para nós!

Esta entrevista, em sua íntegra, é de responsabilidade exclusiva do Dr. Percival Maricato , que autoriza e anui com sua publicação nos termos aqui apresentados.


 

O Entrevistado: Dr. Percival Maricato 

O Dr. Percival Maricato é uma liderança multifacetada no cenário empresarial, jurídico e de serviços do Brasil. Sócio-titular do escritório Maricato Advogados Associados há mais de 40 anos, ele iniciou sua carreira em 1976.

Sua vasta experiência o levou a ocupar cargos de destaque como:

  • Fundador, ex-presidente e atual Diretor Institucional da ABRASEL SP – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional São Paulo.
  • Vice-Presidente Jurídico da CEBRASSE – Central Brasileira do Setor de Serviços.
  • Sócio nº 2 e Fundador da ABAGA – Associação Brasileira da Alta Gastronomia.
  • Coordenador e ex-coordenador geral do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais.
  • Membro de Conselhos importantes como o da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), Conselho Curador do São Paulo Convention & Visitors Bureau e dos Conselhos Estadual e Municipal de Turismo.

Além de sua atuação jurídica e empresarial, destaca-se como jornalista, palestrante e escritor, com diversos artigos publicados nos principais veículos do país e cinco livros de sucesso. Sua voz é essencial na defesa e no fomento do setor de alimentação fora do lar e serviços.

 

VAMOS COMEÇAR?

  1. Dr. Percival, o que motivou a ABRASEL a lançar MAR E RIO o MOVIMENTO “NÓS QUEREMOS” e quais são os principais objetivos dessa iniciativa?

O objetivo é ajudar a manter sadia a cadeia produtiva do setor de pescados, suas empresas, empregos que geram e as atividades dos pescadores artesanais, ameaçados pelos impactos do tarifaço dos americanos. sem dúvida, ela, como as demais, é um patrimônio nacional. e dar exemplo, em vez de ficar chorando, fazer do limão uma limonada, como ensina o ditado popular, para que este tipo de conduta se espalhe para outras cidades e para outros setores, como deliverys, supermercados, cozinhas coletivas, etc.

  1. Como o movimento pode beneficiar o setor de alimentação fora do lar, especialmente em tempos de desafios econômicos?

Na verdade, o movimento visava inicialmente o dito acima. quanto melhor estiver o país, melhor estarão suas empresas. mas, sem dúvida, a manutenção e o fortalecimento desse setor de pescados, e até as promoções que eles podem fazer, acabam por resultar em benefícios específicos para bares e restaurantes.

  1. Quais ações específicas estão sendo planejadas para mobilizar os empresários e a comunidade em torno dessa causa?

Juntamos as entidades do setor de pescados com o setor de restaurantes e estamos estimulando o consumo de pescados, estimulando restaurantes a fazerem promoções. eles também irão ajudar com promoções, aulas para chefs , receitas de iscas de peixes, promoção do peixe da semana no CEAGESP, etc.

 

 

4. Por fim, como os consumidores podem apoiar o movimento e contribuir para a valorização do que é produzido no brasil?

Apoiando as empresas nacionais, as que foram impactadas agora e as que podem ser no futuro, principalmente vindo de um presidente desrespeitoso, injusto, mas poderoso e imprevisível. o brasil está procurando um caminho independente de desenvolvimento, vendendo a quem quer comprar, sendo protagonista na área internacional. e isto parece incomodar, mas é o caminho que temos que trilhar para deixar de vez de ser um país atrasado e colonizado. vamos em frente pelo desenvolvimento nacional.

Agora, convidamos nossos leitores para continuarem esta conversa! Vocês têm alguma pergunta para o Dr. Percival ou para a equipe da ABRASEL. Deixem seus comentários aqui embaixo – estamos ansiosos para ler cada contribuição e responder às suas dúvidas!

Agradecemos a todos pela leitura e participação!


 Luiz Maggio .’.
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Patty Leone (Apresentadora do “Mala Pronta” e “Patty Leone Top Travels”)

Entrevistador: Luiz Maggio (Clickus Jornal Digital)

Olá, Patty Leone!

Seja muito bem-vinda ao Jornal Digital ClickUS.

Agradecemos muito por aceitar o nosso convite para esta entrevista. Sua participação é muito importante para nós e para nossos leitores.

Confirmamos que todas as suas respostas serão publicadas gratuitamente em nosso portal, com a devida autorização e sob sua total responsabilidade.

Vamos começar?

1. Com mais de 25 anos de carreira no turismo e visitas a mais de 70 países, quais foram os destinos que mais te surpreenderam e por quê?

Destinos internacionais o que me surpreendeu foi a Antártida. E principalmente o caminho que percorri pra chegar até lá

Malvinas, South Georgia, onde pude ver várias espécies de pinguins, baleias, focas, elefantes marinhos gigantescos, e ver como somos pequenos diante da natureza.

 

No Brasil vou citar a Paraíba. A primeira vez que visitei Joao Pessoa, meus amigos me perguntaram, o que vc vai fazer na Paraíba? E eu não sabia muito bem o que responder. Hoje, é um dos destinos queridinhos dos brasileiros. Pelas suas praias, águas quentinhas, seu belo São João. Mas pra mim, o melhor são as pessoas. Que quando te conhecem, fazem de tudo pra que você se divirta.

Minha frase é:

“O paraibano não tem filtro de amor.”

 

  1. Seus programas, como “Mala Pronta” e “Patty Leone Top Travels”, unem turismo, cultura e lifestyle. Como você transforma experiências de viagem em conteúdos tão envolventes para TV e redes sociais?

Quando comecei esse trabalho, queria poder mostrar para as pessoas, o quanto é importante viajar e conhecer outras culturas. Comecei no Instagram e hoje são dois canais de tv e o Youtube também.

Eu sou uma eterna criança. Me encanto com tudo. Pra mim encontrar as pessoas do local, experimentar a comida regional ou típica, visitar lugares inusitados, tudo me encanta. E essa capacidade de se encantar com as coisas simples da vida, chega a quem está em casa. E pra mim, quando encontro alguém que me conhece e assiste o programa e me diz

“Eu viajo com você!!” Todo o esforço vale a pena

 

  1. Recentemente, você recebeu o título de Personalidade do Turismo pela Secretaria Municipal de SP e de Cidadã João Pessoense pelo Governo da Paraíba. Como esses reconhecimentos impactam sua trajetória?

Receber esses prêmios, me dá a certeza de estar seguindo no caminho certo. Minha responsabilidade como apresentadora de um programa de viagem em nível nacional é imensa. O compromisso com bons conteúdos, com a verdade, é fundamental. No início de minha carreira como produtora de conteúdo de viagem, muitas pessoas não acreditaram no poder dessa mídia e na força que isso iria ter.

Mas como sempre acreditei, trabalhei e me joguei em todo esse novo mundo.

Agora estamos pouco a pouco colhendo os resultados.

E espero que os órgãos do turismo reconheçam meu trabalho mais e mais me ajudando a mostrar o quanto o turismo é potente para o crescimento de um país.

 

  1. Além da sua formação em Educação Física e Artes Plásticas, como essas áreas influenciam sua visão sobre viagens e a criação de seus conteúdos?

Digo sempre que tudo o que fazemos, estudamos ou nos dedicamos, faz parte de nossa bagagem pessoal e sempre será usada em algum momento.

É como uma bolsa de habilidades que carregamos conosco e usamos sempre que precisamos.

Ser professora de educação física me ajuda muito na comunicação clara com meu público, me ajuda nas aventuras que adoro fazer. Artes plásticas para as visitas aos castelos, ou catedrais que encontro no mundo todo.

Eu adoro ir a museus, ver obras clássicas e modernas, abre nossa cabeça e nossa percepção do mundo.

 

  1. Diante do cenário atual, como você enxerga o futuro do turismo brasileiro e quais as maiores oportunidades que você vislumbra para o setor nos próximos anos?

O turismo é o motor propulsor de divisas, empregos, educação. O Brasil é uma potência. As praias mais bonitas você encontra aqui. Nossa gastronomia tão diversificada em cada região do país, nosso povo tão solicito.

Precisamos ter atenção a qualidade da hotelaria, dos restaurantes, e das cidades em geral.

Cidades organizadas, limpas, e principalmente seguras.

Para o estrangeiro, o que mais impossibilita a viagem para o Brasil, são as notícias de tanta violência que eles recebem.

Precisamos de políticas públicas que olhem pra isso.

Os empresários investem na hotelaria, mas o governo precisa tratar com mais carinho nossas cidades.

Temos um caminho longo a percorrer, temos em torno de 6 milhões de turistas estrangeiros em nosso país anualmente, muito pouco em comparação com o tamanho do Brasil.

 

Considerações Finais:

Minha missão com meu trabalho é despertar o olhar para cada destino que visito, e trazer alegria pra dentro da casa de cada brasileiro que para, para me assistir.

É como se neste momento o telespectador abrisse a porte de casa pra mim. E eu me sento no sofá aquela 1 hora junto com ele.

Só tenho a agradecer a oportunidade de alcançar tanta gente.

 


 Luiz Maggio .’.
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Apoio Jornalístico:

 

É uma honra tê-lo como entrevistado no ClickUS Jornal Digital! O Restaurante Ancestral se destaca não apenas por sua proposta gastronômica inovadora, mas por resgatar técnicas culinárias tradicionais e conectá-las à contemporaneidade. Sua liderança à frente deste projeto e sua trajetória no universo da gastronomia trazem uma perspectiva única para esta conversa.

Agradecemos desde já por compartilhar suas experiências e visões sobre:

  • resgate de saberes ancestrais na cozinha brasileira

  • O papel da gastronomia como agente de transformação cultural e social

  • Os desafios de manter autenticidade em escala comercial

Suas respostas enriquecerão nosso conteúdo e ajudarão a destacar o Restaurante Ancestral como referência no cenário gastronômico e turístico de Socorro – São Paulo.

“Ao responder, você autoriza integralmente a publicação de suas declarações e assume total responsabilidade pelo conteúdo fornecido.”

Rafael, com sua vasta experiência de 20 anos na gastronomia e uma formação que abrange desde a cozinha ancestral até passagens por culinárias internacionais, como você vê a evolução do paladar brasileiro e como o conceito de “cozinha ancestral” se posiciona nesse cenário contemporâneo?                                                                                                                                                     

Bom levando em consideração que o paladar brasileiro é bastante aberto a novos sabores, técnicas e serviços relacionado a gastronomia graças a enorme diversidade cultural e por ter um território grande! Onde temos insumos variados , onde podemos aplicar em todo tipo de culinária, seja pra adaptar a cozinhas clássicas como a francesa ou as mais peculiares como a asiática. Tenho pra mim que o conceito de cozinha ancestral vem pra agregar além de mais sabor, que na minha opinião tudo que é feito na brasa é mais saboroso e amplia ainda mais a qualidade do insumo tanto em sabor quanto em cor e textura, e também é muito bem aceito pelo fato da experiência de quem consome esse serviço, onde normalmente se encontra uma atmosfera mais leve e descontraída sem deixar o requinte de lado quando o serviço é bem feito, é também foge um pouco do tradicional! Todos esses fatores pra mim são oque atraem em mim e o público que eu atendo diariamente.

 

O Restaurante Ancestral está localizado dentro do Parque Pedra da Bela Vista. Como essa localização privilegiada influencia o conceito e a experiência gastronômica que vocês oferecem, e de que forma a culinária do Ancestral dialoga com a beleza natural e o potencial turístico da região de Socorro?                                                                                                                               

A influência da localização e vista que temos do parque e do restaurante é do tamanho da beleza do lugar!!! Ou seja influência em total no conceito de técnicas ancestrais utilizadas no restaurante! Já que a vibe de quem chega ao parque é de quem contempla a natureza o por do sol e todo espetáculo que esse fenômeno nos oferece! Sendo assim a ideia sempre foi ter a mesma vibe do visitante em nossos preparos, com muito fogo sabor e qualidade de insumos priorizando o frescor dos produtos empratamento robustos mas mantendo um requinte de quem busca alta gastronomia, ja que técnicas de cocção em brasa ja deixou de ser apenas um ” churrasquinho” a muito tempo!

 

Considerando sua trajetória diversificada em cozinhas de diferentes estilos e a especialização em técnicas de cocção em brasa, quais são os maiores desafios e as maiores recompensas de liderar um restaurante com uma proposta tão única como a do Ancestral?         

Nossa já passei por diversos estilos gastronômicos ( cozinha clássica francesa, asiática, italiana, cozinha industrial, confeitaria clássica e contemporânea) por todas sou encantado! Mas a que faz Meu coração bater mais forte e me motiva mais que as outras é com certeza a cozinha feita em brasa sem dúvidas, consigo selecionar mais recompensar doque desafios ou frustrações desde que comecei a aplicar essas técnicas.Os desafios se resumem em espaço muitas vezes inadequados para a prática de cocção em brasa, já que necessário um sistema de ventilação eficiente para que a fumaça não atrapalhe a experiência do cliente assim como mão de obra especializada também é em muitas vezes uma dificuldade.

Agora falando das coisas boas!!! Rsrs como disse sou apaixonado

Considerações Finais ou Informações Relevantes:

    Eu gostaria de agradecer  a visita e convidar a todos para virem provar os pratos e visitar nossos eventos gastronômicos cada vez mais elaborados, com vinhos espetaculares ou um Chopp geladinho.

 

Luiz Maggio .’.
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ABRAJET-SP realizará presstrip estratégico para Araçatuba e reforçará o potencial turístico do interior paulista

Jornalistas conhecerão os atrativos de Araçatuba em ação promovida pela ABRAJET-SP

A cidade de Araçatuba, localizada no noroeste do Estado de São Paulo, será o destino da próxima ação estratégica da ABRAJET-SP (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Seccional São Paulo). Entre os dias 12 e 15 de junho de 2025, jornalistas especializados em turismo de diversas regiões do estado participarão de uma presstrip que tem como objetivo destacar os principais atrativos e consolidar o posicionamento da região como destino turístico estratégico e em plena expansão.

Integrante da Instância de Governança Regional (IGR) Tietê Vivo, Araçatuba vem ganhando notoriedade por sua ampla oferta de experiências ligadas ao turismo rural, de natureza, de aventura, esportivo, cultural e gastronômico. Com infraestrutura de qualidade e projetos voltados à valorização regional, o município se prepara para se tornar um dos principais polos turísticos do interior paulista.

Durante a visita técnica, os jornalistas convidados terão a oportunidade de vivenciar a hospitalidade local, conhecer de perto projetos de turismo sustentável e participar de atividades voltadas ao fortalecimento da economia criativa regional. Será um momento de imersão e conexão direta com lideranças, empreendedores e comunidades que formam o ecossistema turístico da região.

A programação, desenvolvida em parceria com a Prefeitura de Araçatuba e a Secretaria Municipal de Turismo, também inclui o envolvimento direto da imprensa especializada com o trade turístico local, criando uma vitrine de oportunidades para apresentação de iniciativas, produtos e rotas em desenvolvimento.

Para a presidente da ABRAJET-SP, jornalista Miriam Petrone, a presstrip tem um papel fundamental na ampliação da visibilidade dos destinos emergentes: ‘A presença da ABRAJET-SP em Araçatuba reforça nosso compromisso com a promoção dos destinos do interior e com o fortalecimento do turismo como força econômica e cultural. O jornalista de turismo é agente ativo na construção de pontes entre o viajante, as experiências e as políticas públicas’.

Segundo Sildemar Paulucci, Assessor Executivo da Secretaria de Turismo de Araçatuba e Diretor Técnico de Desenvolvimento Econômico e Turismo Sustentável da IGR Tietê Vivo, a ação vai além da divulgação institucional: ‘Esse encontro será extremamente importante, especialmente por reunir jornalistas especializados, operadores e agentes de viagens. Será uma oportunidade valiosa para troca de experiências, aprendizados e construção conjunta de soluções para o fortalecimento do turismo regional’. Ainda de acordo com ele, a visibilidade será ampliada com o encontro regional da IGR no dia 14 de junho, no Speed Park: ‘Estaremos reunindo todas as estâncias e municípios que integram a nossa região turística. Será um momento único de conexão, planejamento e promoção’.

A ação está em sintonia com a missão da ABRAJET-SP de impulsionar o turismo regional, fomentar pautas de interesse público e proporcionar aos seus associados experiências práticas e networking qualificado. A aposta em Araçatuba reafirma o compromisso da entidade com a interiorização do turismo e com o Brasil que pulsa fora dos grandes centros.

A expectativa é que a presstrip fortaleça a imagem da região, amplie a circulação de informações qualificadas na imprensa e contribua para consolidar Araçatuba no roteiro do turismo paulista e nacional.

Fotos: Divulgação
Matéria: ABRAJET-SP

 

Luiz Maggio
Jornalista MTB 62420
Editor do Jornal Digital ClickUS – Acontecimentos Mundiais
www.clickus.com.br

Conselheiro de Turismo do Estado de SP – CONTURESP
Conselheiro de Turismo do Município de SP – COMTUR
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Ilustração : Wagner Wilson, em 2022 quando o BitCoin alcançou a alta hstórica em 06/10/2022

Ilustração : Wagner Wilson

O Mundo Real

 
💸 O dinheiro ainda é real ? 

Por Wagner Wilson

 
    Em 1994, o Brasil lançava o Plano Real e, com ele, uma nova moeda que traria estabilidade à economia após anos de hiperinflação. O nome não foi escolhido por acaso: o “Real” pretendia representar um novo tempo — sólido, confiável, palpável. Três décadas depois, o nome permanece, mas o conceito de “real” tem se dissolvido entre telas, cliques e códigos.
    Vivemos em um tempo em que a economia se virtualiza a passos largos. Dinheiro em espécie virou exceção. Pagamentos acontecem por QR Code, carteira digital ou aproximação. Investimentos são feitos por apps que cabem no bolso. E o dinheiro — antes representado em cédulas — agora é um número na tela, muitas vezes distante da realidade concreta das pessoas.
 
    O avanço tecnológico e financeiro trouxe comodidade, democratização de serviços e novas possibilidades. Mas também trouxe riscos: a desmaterialização do dinheiro impacta a percepção de valor, o controle dos gastos e até a educação financeira básica. Muitos já não sabem quanto têm, só quanto podem parcelar. O risco do “consumo sem consciência” aumenta à medida que o dinheiro deixa de ser físico.
    Além disso, a economia digital amplifica desigualdades. Quem domina as ferramentas lucra; quem não tem acesso ou formação, se distancia. A moeda Real existe, mas o “mundo real” — aquele das filas no banco, do dinheiro contado, do pequeno comércio — vai sendo empurrado para as margens da nova lógica econômica.
    A virtualização da economia é inevitável. O desafio é fazer com que ela continue servindo ao humano, e não o contrário. Que a moeda Real não se torne apenas um símbolo do passado, mas um lembrete do que realmente importa: equilíbrio, valor e conexão com a vida concreta.
    Porque no fim, o que vale mesmo é saber como usar o dinheiro — seja ele digital ou impresso — para viver melhor no mundo real.
 
 
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