André Nakandakari (Importação Japão-Brasil)
O ClickUS Jornal Digital tem a satisfação de abrir espaço para uma conversa que você precisa absorver agora. Convidamos André Nakandakari, Presidente da Central South Trading Company e especialista em relações Japão-Brasil, para nos guiar em uma jornada de descoberta.
A chave para o sucesso é o conhecimento aprofundado, e a trajetória de André — de professor a jornalista e, agora, empreendedor na importação de vinhos e saquês japoneses — é o mapa que revela a conexão essencial entre cultura nipônica e o crescimento no Turismo de Experiência.
Sua mente já sabe que a qualidade e a história por trás desses produtos premium são o diferencial que o mercado exige. Esta entrevista, conduzida por Luiz Maggio, foca em como a visão de André pode desbloquear uma nova perspectiva para o seu negócio.
IMPORTANTE: As respostas e declarações apresentadas nesta matéria são de responsabilidade exclusiva do entrevistado, André Nakandakari, e refletem a fase inicial e de construção da Central South Trading Company.
Acompanhe a seguir esta jornada que traz a excelência japonesa para o paladar brasileiro.
1. Cultura, História e o Link com o Turismo
― André, sua trajetória como professor e jornalista no maior jornal em japonês do país é notável. Como essa profunda imersão na economia, cultura e imigração japonesa preparou o terreno para sua entrada no mercado de importação e de que forma a bebida (saquê/vinho japonês) funciona como uma porta de entrada para a cultura e o Turismo do Japão no Brasil?
A minha trajetória como professor e jornalista, na verdade até mesmo antes da minha vida profissional, foi despertando em mim o interesse pela área de comércio exterior. Ao longo do tempo, conforme fui conhecendo pessoas e construindo relações, sinto que o caminho foi se abrindo, até que enfim, consegui ingressar nesse campo com o apoio de diversas pessoas.
Nasci na província de Yamanashi, no Japão, e me mudei para o Brasil aos 11 anos. Desde cedo, vivenciei dois países e duas culturas distintas, o que ampliou muito a minha visão de mundo e plantou em mim esse desejo de “trabalhar conectando o Japão ao restante do mundo”.
Após concluir o ensino médio, comecei a dar aulas de língua japonesa. Como professor, eu tinha o desafio de traduzir não só a língua, mas também a cultura e o cotidiano do Japão para os alunos brasileiros. Foi aí que comecei a perceber, na prática, que essa aproximação passa por um ciclo entre “coisas”, pessoas e informação, não basta só explicar o Japão, é importante que circulem também produtos, experiências e histórias. A partir desse raciocínio, o interesse pelo comércio exterior começou a ganhar forma.
Em 2021, dei um passo além nessa imersão ao me mudar sozinho para São Paulo para trabalhar como repórter no único jornal em língua japonesa do Brasil. Cobrir temas de economia, política e cultura me colocou em contato direto com empresas, instituições e comunidades ligadas tanto ao Japão quanto ao Brasil. Ao mesmo tempo em que eu entendia melhor a história da imigração japonesa e das minhas próprias raízes, passava também a enxergar com mais clareza onde existiam lacunas e oportunidades nessa relação bilateral, inclusive no campo de produtos e negócios.
A partir de entrevistas, reportagens e das redes de relacionamento construídas nesse período, fui desenhando a ideia de criar uma empresa que atuasse como ponte comercial entre o Japão e o Brasil. Em 2025, esse projeto se concretizou com a fundação da Central South Trading Company, focada em operações de exportação e importação, começando por vinhos e outras bebidas de origem japonesa. Ou seja, a imersão que tive na economia, cultura e história durante a minha trajetória profissional, serviu como uma base fundamental para dar os primeiros passos no mercado de importação.
Acredito que Brasil e Japão têm forças culturais e econômicas que se complementam. No Brasil, a cultura japonesa já é relativamente difundida, mas no Japão ainda não se pode dizer o mesmo em relação ao Brasil. Gostaria que mais japoneses conhecessem o Brasil de forma ampla, para além dos estereótipos, e eventualmente se interessassem em vir ao país e vivenciar essa realidade.
Por outro lado, percebo que, mesmo no Brasil, muitos aspectos da cultura japonesa ainda são consumidos de forma mais superficial. Gostaria que mais pessoas tivessem acesso também à “essência” da cultura japonesa. Para isso, não basta apenas informação, muitas vezes, é preciso que haja primeiro um contato com produtos que sirvam como porta de entrada, despertando curiosidade. A partir desse primeiro contato, surge a vontade de saber mais, e, então, a cultura, a história e as pessoas do país começam a fazer sentido.
O vinho é um bom exemplo disso, é uma bebida amplamente apreciada em todo o mundo e, para muitos apaixonados por vinho, o enoturismo, viajar para conhecer os terroirs, é uma forma de aprofundar essa relação. Meu objetivo é, de um lado, difundir o vinho japonês no Brasil e, de outro, abrir espaço para que vinhos brasileiros tanto quanto as cachaças de alta qualidade cheguem ao Japão. Quero mostrar que o Brasil não se resume a samba, futebol e café, há também produtos e expressões culturais acolhedoras, delicadas, sofisticadas e de alto nível.
No futuro, pretendo criar oportunidades no Japão para apresentar bebidas brasileiras de forma mais estruturada, de modo que essa experiência sensorial e cultural desperte nas pessoas o desejo de conhecer o Brasil presencialmente. A ideia é que essa ponte gastronômica e cultural se converta, naturalmente, em mais interesse turístico em relação ao Brasil.
2. Desafios de Mercado e Novas Experiências
― A empresa Central South Trading Company é jovem (fundada em 2025). Tendo em vista que o mercado brasileiro ainda está se familiarizando com a diversidade e sofisticação do saquê, quais são os principais desafios logísticos e culturais que você enfrenta para posicionar essas bebidas premium e criar demanda no Trade de Gastronomia e Hospitalidade?
Quando falamos em bebidas japonesas de alta qualidade, os principais desafios que enfrentamos hoje no Brasil são, em primeiro lugar, logísticos e econômicos. O saquê é uma bebida extremamente sensível. A rota entre o Japão e o Brasil é longa, atravessa o Equador e, por isso, a temperatura dentro do contêiner tende a subir bastante. Na prática, isso significa que o uso de contêineres refrigerados é praticamente obrigatório, o que eleva significativamente o custo de transporte.
Mesmo depois que o produto chega ao Brasil, para garantir que o consumidor tenha acesso ao saquê com a mesma qualidade que ele teria no Japão, é necessário investir em armazenagem adequada, controle de temperatura e cuidado no transporte interno. Tudo isso acaba se refletindo no preço final. Somando a isso a carga tributária de importação no Brasil, o resultado é um produto de alto valor num mercado em que o saquê ainda não é amplamente conhecido. Portanto, o número de consumidores dispostos a “arriscar” em algo novo e caro é naturalmente limitado.
Além desses aspectos práticos, existem também desafios culturais. Em muitos casos, falta conhecimento por parte de quem serve a bebida, seja em bares, restaurantes ou hotéis. Ainda há uma imagem muito restrita de que saquê é algo que se bebe apenas em restaurante japonês ou com sushi, o que limita os contextos em que a bebida é oferecida. Outro ponto importante é repensar a imagem do saquê, sair da visão de um produto exótico e pontual para algo que possa dialogar com diferentes cozinhas, momentos e estilos de consumo.
Pensando no futuro, gostaria de desenvolver ações voltadas a diferentes públicos e níveis do trade. Isso inclui treinamentos específicos para sommeliers e equipes de serviço, explorando as características sensoriais do saquê e seu potencial de harmonização, organização de degustações e jantares harmonizados voltados a profissionais, e também eventos de prova aberta ao público, para que o consumidor final possa descobrir o saquê de maneira guiada. A ideia é construir demanda de forma gradual, por meio de educação, experiência e diálogo com o mercado.
Ao mesmo tempo, é importante reconhecer o trabalho dos profissionais e importadores que já vêm se dedicando à divulgação do saquê no Brasil. Graças a esses pioneiros, a bebida começa a ganhar espaço, e, nos últimos anos, tenho visto um interesse crescente por parte de apreciadores de vinho, justamente pela complexidade e pela riqueza de estilos do saquê. Acredito que essa aproximação entre o universo do vinho e o do saquê tende a se fortalecer.
O grande desafio, e também a grande oportunidade, é evitar que vinho e saquê sejam vistos como concorrentes diretos disputando o mesmo espaço. Em vez disso, quero trabalhar para que eles sejam percebidos como complementares, especialmente no contexto da gastronomia. Em harmonizações e menus degustação, por exemplo, é possível usar o vinho e o saquê de forma que um realce o outro, ampliando a experiência do cliente. Encontrar esse equilíbrio será um dos pontos-chave na construção desse mercado.
3. Empreendedorismo e Intercâmbio Cultural
― Além do comércio exterior, seu envolvimento com o Centro Brasileiro de Língua Japonesa e o Grupo Ainoko destaca um forte compromisso com a comunidade nipo-brasileira. Qual é a importância desses projetos para o intercâmbio cultural e como o empreendedorismo na importação ajuda a fortalecer a identidade e a ponte entre os dois países?
O Centro Brasileiro de Língua Japonesa é uma instituição que oferece suporte a professores de japonês e a entidades de ensino de língua japonesa em todo o Brasil. Acredito muito que o aprendizado de um idioma é uma das portas mais diretas para compreender a cultura de um país. Quando alguém aprende uma língua e passa a se comunicar com pessoas daquele país, nasce um tipo de conexão que vai muito além do vocabulário e da gramática, é aí que surgem compreensão mútua, empatia e, consequentemente, laços duradouros entre sociedades. Para mim, esse contato entre pessoas é a forma mais poderosa de intercâmbio cultural.
O Grupo Ainoko surgiu a partir da experiência de jovens que viveram tanto no Japão quanto no Brasil e que, muitas vezes, se sentem “entre dois mundos”, tanto linguisticamente (entre português e japonês) quanto em termos de identidade. O objetivo do grupo é criar um espaço seguro e acolhedor onde possamos compartilhar nossas vivências, desafios e reflexões sobre o que significa crescer com duas referências culturais.
Graças a essas iniciativas, surgiram oportunidades de colaborar também com o campo da educação no Japão. Tenho sido convidado, ainda que de forma pontual, para falar sobre o Brasil em escolas e instituições japonesas, abordando temas como convivência multicultural, diversidade e construção da própria identidade, sempre a partir da perspectiva nipo-brasileira. Acredito que, ainda que em escala pequena, isso ajuda a reduzir a distância emocional entre os dois países.
Como nipo-brasileiro que transita entre duas culturas, vive em dois idiomas e ama profundamente tanto o Japão quanto o Brasil, sinto que faço parte da geração que herdou o resultado do esforço de muitos imigrantes que vieram antes de nós. Ser descendente dessa história e poder atuar, mesmo que modestamente, para aproximar os dois países é algo de que me orgulho muito.
Do ponto de vista empresarial, costumo dizer que “coisas, pessoas e informação” precisam circular de forma integrada. O comércio exterior é uma forma de colocar as “coisas” em movimento, vinhos, alimentos, produtos culturais, mas o objetivo final não é a mercadoria em si, e sim o que ela é capaz de gerar em termos de relacionamento, troca e entendimento.
Na prática, isso significa envolver o maior número possível de pessoas nos projetos, produtores, importadores, educadores, chefs, sommeliers e consumidores. Quanto mais gente participando, mais longe a informação circula e mais pessoas passam a compartilhar a mesma visão de construir pontes entre Brasil e Japão. Quando várias pessoas com o mesmo propósito começam a agir em diferentes frentes, elas se tornam, naturalmente, agentes de conexão entre os dois países.
Já tenho conversado com alguns parceiros sobre uma ideia de longo prazo, criar, em conjunto, um projeto de intercâmbio cultural entre Brasil e Japão e destinar uma parte do lucro da empresa para financiar esse tipo de iniciativa. A intenção é que o valor gerado pelo negócio não fique restrito ao âmbito comercial, mas seja reinvestido em atividades que promovam encontros, diálogos e vivências transformadoras entre pessoas dos dois países.
Acredito que uma única pessoa, por mais empenhada que seja, é sempre vulnerável e limitada. Mas quando muitas pessoas se unem em torno de um objetivo comum, a estrutura se torna mais forte, duradoura e sustentável. Conectar dois países não é o feito de um “herói individual”, e sim um trabalho coletivo em que muitas mãos, histórias e trajetórias se entrelaçam.
4. Visão de Futuro e Realidade de Mercado
― Em sua nota, você mencionou estar em uma fase inicial de importação. Qual é o objetivo de curto prazo da Central South Trading Company e o que o mercado pode esperar em termos de novos produtos, sabendo que o foco, neste momento, é construir uma base sólida e não gerar expectativas maiores que a entrega atual?
No curto prazo, o principal objetivo da Central South Trading Company é estabelecer um modelo de importação própria de vinhos japoneses. Hoje ainda atuamos principalmente como intermediários em operações de comércio exterior, mas enxergamos essa fase como um período de aprendizagem intensa da logística, desembaraço aduaneiro, controle de qualidade, formação de preço, relacionamento com parceiros etc.
Ao mesmo tempo, acredito que, para realizar qualquer projeto de forma consistente, não podemos depender excessivamente de terceiros. É importante desenvolver uma força própria, uma base de autonomia. Na minha visão, quando players que já são mais autônomos se unem, a colaboração se torna muito mais efetiva. Por isso, estamos utilizando essa fase de intermediação para acumular know-how de comércio exterior e fortalecer nossa base, tendo como primeiro grande passo a consolidação de uma estrutura de importação direta de vinhos japoneses.
No caso específico do vinho japonês, estamos falando de um produto que, na prática, ainda está dando seus primeiros passos no Brasil. A maior parte do público, inclusive dentro do trade, praticamente não conhece esse universo. Exatamente por isso, não faz sentido buscar uma expansão “barulhenta” logo de início. Quero, antes de tudo, investir tempo na construção de uma base sólida de marca, para que o vinho japonês não seja apenas “mais um rótulo exótico na prateleira”, mas algo compreendido e valorizado em sua profundidade.
Isso significa direcionar esforços, em um primeiro momento, para o trabalho de branding e educação. Pretendo focar muito em ações junto a sommeliers e profissionais de serviço, apresentando não só as características técnicas dos vinhos japoneses, mas também o contexto, a história, a identidade dos terroirs e, principalmente, o potencial de harmonização com a gastronomia brasileira e internacional. Paralelamente, quero criar espaços em que amantes de vinho possam acessar informações corretas e confiáveis sobre vinhos japoneses, de forma que consigam apreciá-los com mais profundidade, e não apenas pela curiosidade.
Por isso, neste estágio inicial, o foco não estará em volume a qualquer custo, e sim na construção de relações de confiança com os parceiros e no estabelecimento de um posicionamento adequado do vinho japonês no mercado brasileiro. Acredito que, se essa base for bem construída agora, o crescimento em escala será uma consequência natural, e mais sustentável, no médio e longo prazo.
Considerações Finais:
André, para finalizar, que conselho ou mensagem você gostaria de deixar para os leitores do CLICKus—incluindo o público que admira a cultura japonesa e os empresários do Trade que buscam diferenciais em seus cardápios?
Aos leitores do CLICKus que admiram a cultura japonesa, eu deixaria a mensagem de que vale a pena ir além da superfície. A cultura japonesa é profundamente ligada ao cuidado, ao detalhe e ao respeito pelo tempo e pelo processo — e isso se reflete muito claramente na gastronomia e nas bebidas. Quando escolhemos um saquê ou um vinho japonês, não estamos apenas consumindo um produto, mas entrando em contato com a história, o território e as pessoas por trás dele.
Aos empresários do Trade, falo também a partir de um lugar de aprendizado contínuo. Tenho sentido, na prática, que o diferencial está cada vez mais na autenticidade e no conhecimento. O consumidor brasileiro demonstra curiosidade e abertura para novas experiências, mas busca contexto, narrativa e coerência. Trabalhar com produtos japoneses não é simplesmente adicionar algo “exótico” ao cardápio, e sim entender como apresentá-los, como harmonizá-los e como comunicar sua história com responsabilidade. Esse cuidado, ainda que construído passo a passo, ajuda a transformar o produto em experiência e a gerar valor real para o cliente e para o negócio.
Por fim, se pudesse deixar um conselho, ainda como alguém que está começando, seria o de aproximar pessoas, culturas e informações. Acredito que é nesse encontro, construído aos poucos, que surgem conexões mais sólidas, oportunidades genuínas e um mercado mais saudável e sustentável para todos.
Agradecemos a todos pela BOA leitura e participação!
Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
Editor do Jornal Digital ClickUS – Acontecimentos Mundiais
www.clickus.com.br
Conselheiro de Turismo do Estado de SP – CONTURESP
Conselheiro de Turismo do Município de SP – COMTUR
Vice-Presidente da ABRAJET SP
E-mail: luizmaggio@gmail.com
WhatsApp: +55 (11) 98270-1536
Sobre o Jornal Digital ClickUS
O ClickUS Jornal Digital é um veículo dedicado a promover o turismo, a cultura e os negócios no Brasil e no exterior. Com uma abordagem dinâmica e informativa, destacamos iniciativas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do setor.
Aguardo seus comentários e contribuições para enriquecer esta entrevista!
Atenciosamente,
Luiz Maggio – EDITOR
Apoio Jornalístico:







Vamos direto às perguntas:
O nosso processo se torna diferente justamente por conta desses elementos, pois cada um deles ajuda a trazer algo para o nosso produto. A Mata proporciona um clima único com muita umidade para o crescimento de nosso canavial que com ele desenvolvemos a nossa fermentação sendo ela “selvagem ” trazendo aromas únicos e um paladar diferenciado a nossa Toca da Coruja. Isso gera esse terroir único para nossos produtos.
Sim, aqui na
Nós tentamos produzir um produto de altíssima qualidade para que isso possa agradar o maior número de pessoas. Temos um ambiente e uma metodologia de produção que se bem conduzida nos dá a oportunidade de conseguir obter esses produtos. Com isso para um posicionamento da marca temos a preocupação de colocar nossas cachaças em alguns concursos para que ela possa ser avaliada. Nosso objetivo não é só os títulos que com muita felicidade temos ganhado, mas sim mostrar ao mercado que conseguimos fazer produtos com alta qualidade e equilíbrio. E assim conseguimos ajudar no crescimento do setor da cachaça tentando que ele tenha cada vez mais um reconhecimento municipal, nacional e mundial mostrando para as pessoas para que elas valorizem cada vez mais o nosso patrimônio nacional, a nossa “Cachaça”. Acho isso um papel que graças ao empenhos de muitas ótimas marcas hoje existentes no Brasil ajuda a melhorar a aceitação para o nosso destilado brasileiro, e com a nossa cachaça é um prazer participar desse momento na história da cachaça.
Nós temos sempre a preocupação de trazer produtos únicos com a assinatura da Toca da Coruja para o mercado. Isso nos traz um diferencial. A Toca Terra & Torra é um desses produtos. Ela tem um aroma único que une os aromas de nossa cachaça de carvalho somados aos aromas do café especial. Com ela os chefes de gastronomia e bartenders podem criar combinações muito interessantes e proporcionar sim novas experiências aos seus clientes.
Considerações Finais

Para mim, desenvolvimento só faz sentido quando respeita e preserva a nossa maior riqueza: o bioma Cerrado. Itirapina vive um momento muito especial, e inclusive já está tramitando na Alesp, a meu pedido, por meio do mandato da Deputada Estadual Márcia Lia, o projeto que reconhece nosso município como a Capital do Cerrado Paulista. Esse pedido não foi feito por acaso, pesquisas e estudos científicos comprovaram que Itirapina é hoje a cidade com a maior área de Cerrado preservado em toda a região.
Prezado Professor Panosso Netto, agradecemos imensamente por aceitar este espaço de diálogo. Sua trajetória acadêmica e suas contribuições para a epistemologia e a teoria do turismo são fundamentais para a compreensão dessa área do conhecimento. As perguntas a seguir buscam explorar um pouco de seu pensamento e de sua vasta experiência. O espaço abaixo de cada pergunta é todo seu para suas considerações.














