Entrevista Exclusiva: Professor Virgílio Nelson de Carvalho.                                                 

O Legado e o Futuro do Turismo e da Hotelaria no Brasil

Por Luiz Maggio

Em uma conversa franca e repleta de memórias, o jornalista Luiz Maggio recebe o Professor Virgílio Nelson de Carvalho, ícone vivo da hospitalidade brasileira, para analisar a evolução do setor, os desafios da qualificação profissional e por que o cliente de hoje não quer apenas ser atendido, mas sim compreendido.

Existem pessoas que assistem à história acontecer, e existem aquelas que a escrevem com o próprio trabalho. Na hotelaria e no turismo brasileiro, o Professor Virgílio Nelson da Silva Carvalho faz parte do segundo grupo. Com mais de cinco décadas dedicadas a estruturar as bases da hospitalidade no país, ele é uma verdadeira legenda viva e uma referência que inspira gerações de profissionais.

Nascido em Lousã, Portugal, Virgílio começou sua jornada de forma simples, trabalhando na quitanda de seu pai na juventude. Formou-se em Turismo em 1974 pela Faculdade de Turismo do Morumbi — onde mais tarde lecionaria por 30 anos — e, desde então, sua assinatura técnica passou a fazer parte dos maiores marcos do setor no Brasil. Foi ele quem ajudou a consolidar o ensino hoteleiro de excelência ao dirigir o renomado CEATEL e a pioneira Escola de Hotelaria de Águas de São Pedro do SENAC-SP, trazendo ao país convênios internacionais com instituições do peso de Cornell, Lausanne e Glion.

No mercado corporativo, planejou e comandou operações de gigantes como a rede Transamérica Hotéis e Flats e o grupo Sol-Meliá. Sua visão estratégica também alcançou relevância nacional na esfera pública, onde presidiu o CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) e atuou na diretoria da Confederação Nacional do Turismo (CNTur). Consagrado por sua contribuição imensurável, ocupa hoje a prestigiada Cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e integra a equipe diretiva da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.

Nesta entrevista exclusiva, o Professor Virgílio nos conduz por uma viagem no tempo: relembra o início de tudo, analisa o impacto da tecnologia nas recepções modernas e nos deixa um alerta fundamental sobre a urgência de humanizarmos os serviços. Prepare o café e aproveite esta aula de quem entende — e sente — o turismo em sua essência.

1. Professor Virgílio, sua trajetória confunde-se com a própria profissionalização do turismo no Brasil, desde a criação do CEPETUR nos anos 70 até a consolidação do CEATEL no SENAC. Olhando para essa evolução, qual o senhor considera ter sido o maior marco na transição de um turismo amador para a indústria de alta performance que temos hoje?

Prof. Virgílio Nelson: Toda a verdade da evolução do turismo, dos anos 70 até 2026, representa a importância desta cadeia produtiva que por muitos anos foi chamada de “indústria do turismo”. Eu, com efeito, não concordo com esse termo: para mim, trata-se de uma cadeia produtiva na área de serviços e de hospitalidade, que possui participantes muito diferentes do que se definia naquele tempo. Não gosto de falar em “indústria”; prefiro, cada vez mais, o termo “cadeia produtiva do turismo”, lembrando, principalmente, que já somos um dos maiores geradores de emprego e que, até 2030, teremos pelo menos um trabalhador a cada dez atuando no setor. O crescimento do tempo livre — como Domenico De Masi tão bem lembrava ao falar do ócio criativo — impulsionou essa evolução.

O setor evoluiu muito. Nos anos 70, o turismo ainda era visto como um bem de consumo supérfluo, mas foi instigado principalmente pela liderança de Guilherme Paulus com a CVC, que popularizou o turismo para a classe trabalhadora. Isso chegou a criar, inclusive, conflitos nos departamentos de Recursos Humanos no dia 1º de maio, quando tínhamos mais trabalhadores viajando do que participando das assembleias que os sindicatos gostariam de realizar.

Essa transição do turismo amador para uma cadeia produtiva de alta performance demonstra claramente a sua importância e qualidade, algo que acompanhamos de perto aqui no Estado de São Paulo. Sob a liderança do Governador Tarcísio de Freitas, dos ex-secretários Vinicius Lumertz e Roberto de Lucena, e agora da nossa secretária Ana Bizelli, o turismo caminha para alcançar o patamar de 10% do PIB do Estado.

Portanto, o maior marco dessa evolução é o crescimento no número de trabalhadores e na oferta de serviços. Inclusive, hoje já começamos a sofrer com a falta de profissionais qualificados para atender a esse mercado. Para se ter uma ideia, temos atualmente mais de 12 mil vagas em aberto na área de hotéis, restaurantes, bares e similares, sem contar as contratações temporárias em parques temáticos, eventos e afins.

Tentando resumir: estamos finalmente reconhecendo o devido valor ao setor, deixando de lado as conversas “de nós para nós mesmos” e discutindo, amplamente, o turismo e a sua relevância para toda a economia. Ele é de suma importância para a agricultura — onde não somos apenas consumidores de produtos, mas também utilizamos o meio ambiente como destino turístico — e para o setor de serviços, onde seguimos crescendo juntos. Vai, Brasil! Vai, turismo!

2. O senhor teve um papel fundamental na implantação de grandes redes hoteleiras, como Transamérica e Meliá, além de trazer referências internacionais de escolas como Cornell e Lausanne. Como essa bagagem acadêmica internacional moldou o padrão de hospitalidade brasileiro e o que ainda precisamos aprender com o mercado global?
Prof. Virgílio Nelson: Na verdade, toda a experiência que adquiri começou lá atrás, entre os anos de 1955 e 1960, como entregador de frango na quitanda do meu pai, que era um imigrante português. Depois, tive excelentes oportunidades na Bahiatursa, na Transbrasil e no Senac de São Paulo, onde ajudei a desenvolver o Hotel Escola de Águas de São Pedro e o CEATEL (Centro de Estudos de Administração Hoteleira), em convênio com instituições como Cornell, Lausanne e Glion.

Quando passei pela rede Meliá, pelo Transamérica, e atuei em conselhos e colaborações em prol do turismo, o meu objetivo sempre foi aplicar o que havia aprendido. Minha sugestão para todos é que busquemos aprender em cada momento, em cada trabalho e em cada oportunidade, para que possamos fazer melhor e transferir essas vivências aos novos profissionais. Passei 30 anos na Faculdade de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi com o nosso líder Gabriel Mário Rodrigues, atuando como professor e coordenador de cursos, além de ter ajudado muito na implantação do campus da Mooca. Toda essa bagagem me permitiu, hoje, poder repartir, contribuir e continuar aprendendo constantemente com o mercado.

Sobre o que mudou na hospitalidade brasileira e o que precisamos aprender com o mercado global: a grande chave é a atenção ao hóspede. O cliente não quer mais apenas ser ATENDIDO; ele quer ser ENTENDIDO. Essa evolução mostra que a verdadeira hospitalidade precisa continuar tendo aquele “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” e o “seja bem-vindo” ditos de forma calorosa por uma pessoa. Eu sou humano e quero conversar com outros seres humanos.

É claro que a hotelaria atual chega ao ponto de eliminar a recepção física: você usa o seu cartão de crédito, faz a reserva, faz o check-in automático, acessa o elevador e abre a porta do apartamento pelo celular. Isso é moderno e prova que a tecnologia ajuda, mas eu, assim como a maioria dos clientes, ainda prezo pela conexão humana. O mercado quer ser compreendido. Devemos respeitar as inovações tecnológicas — que vieram para somar, assim como a telefonia e a eletricidade evoluíram a humanidade no passado —, mas sem perder de vista o calor humano. Mãos à obra para entender melhor o mercado e o cliente: não basta apenas atendê-lo, é preciso ENTENDÊ-LO.

3. Atualmente, o senhor ocupa cargos estratégicos na Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo e em diversos conselhos. Em um cenário com o avanço de novas tecnologias, quais são as prioridades do Estado para manter São Paulo como o principal hub de eventos e negócios da América Latina?
Prof. Virgílio Nelson: Hoje, considero-me um eterno aprendiz. Afinal, diante de tudo o que acompanhei na evolução dos serviços, hoje temos novas ferramentas que precisam ser encaradas com muita honestidade e responsabilidade para que o mercado continue crescendo de forma sustentável.

Atualmente, vivemos na capital e no Estado de São Paulo um perfil de ocupação hoteleira totalmente inédito. Lembro-me de quando comecei a lecionar na faculdade de turismo em 1972: o perfil da hotelaria paulistana era estritamente “cinco por dois”, ou seja, os hotéis ficavam lotados de segunda a sexta-feira e praticamente vazios nos finais de semana. Essa realidade mudou completamente. Hoje, em feriados prolongados, São Paulo registra ocupação próxima de 100% devido a uma vasta gama de eventos religiosos, culturais, de negócios e do segmento LGBTQIA+. O perfil é outro.

Quando me perguntam sobre as prioridades para São Paulo, afirmo que a principal delas é bem acolher o VISITANTE e orientar todos aqueles que vivem na cidade e no Estado a terem esse compromisso com o bem receber. Um exemplo prático disso é o policiamento na Avenida Paulista em feriados prolongados: eles precisam ter um olhar acolhedor e um atendimento muito especial. A segurança e a recepção têm melhorado significativamente, e agora o caminho é focar na orientação.

Resumindo a experiência que trago para a equipe da secretária Ana Bizelli na Secretaria de Turismo do Estado: nossa missão é conscientizar os 645 municípios paulistas sobre a importância de acolher bem quem nos visita. Às vezes, por mero acaso, um viajante fura o pneu do carro em uma cidade que nem sequer possui atrativos turísticos tradicionais, mas, au ser muito bem acolhido pelo borracheiro local, ele leva uma imagem inesquecível daquele lugar.

Minha mensagem essencial é que todos nós nos dediquemos, diariamente, à hospitalidade e ao bem receber, pois é isso que fará o turismo continuar prosperando em São Paulo e no Brasil.

Mãos à obra! E lembrem-se de uma máxima que trago das minhas origens e que sempre recordo: nós, padeiros portugueses, “fazemos sonhos todos os dias com os pés no chão e a cabeça erguida, mas o mais importante é atacar no bolo e defender a massa”.

Mãos à obra, vai TURISMO, vai Brasil!

Considerações Finais do Editor (Por Luiz Maggio)
Ouvir o Professor Virgílio Nelson é, antes de tudo, compreender a alma da hospitalidade brasileira. Em uma era onde algoritmos e inteligência artificial tentam prever cada passo do consumidor, o mestre Virgílio nos recorda da mais elementar das verdades: a tecnologia é um meio, nunca o fim. A essência do turismo permanece ancorada na empatia, no olho no olho e na capacidade humana de acolher e “entender” o outro.

Como companheiro de jornada na comunicação e nos conselhos de turismo paulistas, vejo em Virgílio o verdadeiro exemplo do profissional de alta performance que nunca perdeu sua essência de acolhimento. Seu conselho final — inspirado na belíssima metáfora dos padeiros portugueses que fabricam sonhos mantendo os pés no chão — serve como guia de navegação para a nova geração de gestores e turismólogos que herdarão o mercado brasileiro nos próximos anos.

As políticas públicas de fomento que hoje desenhamos nos conselhos de turismo paulistas buscam, justamente, garantir a infraestrutura para que essa cadeia produtiva continue a gerar riqueza, dignidade e milhares de empregos em nosso Estado. Que a lição deste eterno e brilhante aprendiz ecoe em cada um dos nossos 645 municípios. Muito obrigado, Professor Virgílio Nelson!

Sobre o Entrevistador:

 Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
Editor do Jornal Digital ClickUS – Acontecimentos Mundiais
www.clickus.com.br 

Conselheiro de Turismo do Estado de SP – CONTURESP
Conselheiro de Turismo do Município de SP – COMTUR
Vice-Presidente da ABRAJET SP 2024 /2026
E-mail: luizmaggio@gmail.com
WhatsApp: +55 (11) 98270-1536

Sobre o Jornal Digital ClickUS
O ClickUS Jornal Digital é um veículo dedicado a promover o turismo, a cultura e os negócios no Brasil e no exterior. Com uma abordagem dinâmica e informativa, destacamos iniciativas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do setor.

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Luiz Maggio – EDITOR

 

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Existe um lugar no sertão brasileiro onde a história conversa com o rio, a cultura pulsa nas ruas e a natureza impressiona em cada curva do horizonte. Esse lugar é Piranhas, em Alagoas, destino que receberá entre os dias 28 e 31 de maio a reunião do Conselho Nacional da ABRAJET — Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo.

Às margens do Velho Chico, Piranhas vem se consolidando como um dos destinos mais autênticos e surpreendentes do Nordeste, reunindo patrimônio histórico, ecoturismo, gastronomia regional e experiências culturais únicas.

A escolha da cidade para sediar o encontro nacional da ABRAJET reforça a importância crescente do turismo sertanejo no cenário brasileiro. Além das reuniões institucionais, os jornalistas convidados participarão de uma programação imersiva pelos principais atrativos da região.

Um patrimônio vivo do sertão brasileiro

Tombada pelo IPHAN, Piranhas preserva um dos conjuntos arquitetônicos mais belos do sertão nordestino. Suas ruas coloridas, casarões históricos e mirantes naturais criam cenários que parecem pinturas abertas sobre o Rio São Francisco.

A cidade também guarda capítulos marcantes da história nacional ligados ao cangaço e à trajetória de Lampião e Maria Bonita, transformando memória e identidade em importantes atrativos turísticos.

Mas Piranhas vai muito além da história. Hoje, o município vive um forte crescimento no turismo, atraindo visitantes em busca de experiências autênticas em meio à caatinga, aos cânions e às águas do Velho Chico.

Natureza grandiosa e experiências inesquecíveis

Entre os destaques da região estão os famosos Cânions do São Francisco, considerados um dos maiores cânions navegáveis do mundo. O passeio de catamarã revela paredões rochosos impressionantes, águas calmas e paisagens que emocionam turistas do Brasil inteiro.

Outro ponto imperdível é a tradicional Rota do Cangaço, experiência que mistura navegação, trilhas, gastronomia e narrativa histórica sobre o sertão nordestino.

Ao entardecer, os mirantes naturais proporcionam um espetáculo inesquecível: o sol dourando o rio e as montanhas em um cenário de rara beleza.

Cultura, gastronomia e identidade nordestina

A essência de Piranhas também está na cultura popular. O xaxado, eternizado pelo cangaço, segue vivo em apresentações culturais que mantêm as tradições sertanejas presentes no cotidiano da cidade.

Na Vila de Entremontes, conhecida pelos tradicionais bordados artesanais, a delicadeza do trabalho manual se transforma em patrimônio cultural e econômico da região.

Já a gastronomia traduz o encontro entre o rio e o sertão em pratos típicos como carne de sol com macaxeira, peixada com pirão, baião de dois e galinha de capoeira.

Turismo, integração e fortalecimento da comunicação

A reunião do Conselho Nacional da ABRAJET em Piranhas representa mais do que um encontro institucional. Representa a valorização dos destinos brasileiros que preservam sua identidade cultural e investem no turismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social.

Ao reunir jornalistas especializados de diversas regiões do país, o evento fortalece a promoção do turismo nacional através da comunicação responsável, do intercâmbio de experiências e da divulgação estratégica dos destinos brasileiros.

Piranhas recebe os participantes como quem recebe velhos amigos: com história, cultura, gastronomia, paisagens inesquecíveis e a força acolhedora do sertão.

 

Luiz Maggio .’.
Vice-presidente ABRAJET-SP
Conselheiro Estadual de Turismo – CONTURESP
Jornalista e Comunicador de Turismo

 

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Entre serras, pedras, águas e memórias do sertão, existe uma cidade que parece ter sido desenhada para emocionar. Às margens do Rio São Francisco, Piranhas, em Alagoas, se consolida como um dos destinos mais fascinantes do Nordeste brasileiro — e agora recebe um dos encontros mais importantes do jornalismo turístico nacional: a reunião do Conselho Nacional da ABRAJET.

O evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio e reunirá diretores, presidentes de seccionais, conselheiros e lideranças da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo em uma programação que mistura debates institucionais, experiências culturais e imersão nos encantos da região.

Mais do que sediar uma reunião, Piranhas abre suas portas para mostrar ao Brasil por que vem sendo chamada de uma das joias do turismo sertanejo.

A cidade onde o sertão encontra o Velho Chico

Pequena no tamanho, gigantesca em identidade, Piranhas carrega uma das histórias mais marcantes do sertão brasileiro. O município preserva casarões coloniais coloridos, ruas históricas e uma paisagem cinematográfica moldada pelo Rio São Francisco e pelos cânions que cortam a região.

Única cidade do bioma caatinga tombada pelo IPHAN em caráter paisagístico e arquitetônico, Piranhas vive um momento de crescimento turístico impulsionado pela valorização de sua cultura, gastronomia e experiências ligadas à natureza e à história do cangaço.

A cidade também carrega capítulos intensos da memória brasileira. Foi ali que ficaram expostas as cabeças de Lampião e Maria Bonita após o fim do cangaço — episódio que marcou profundamente a história nacional.

Hoje, porém, o cenário é outro: o destino se reinventa através do turismo, da cultura e da economia criativa.

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Cânions, mirantes e experiências inesquecíveis

Entre os principais atrativos da cidade estão os impressionantes Cânions do São Francisco — também conhecidos como Cânion do Xingó — considerados um dos maiores cânions navegáveis do mundo. O passeio de catamarã pelos paredões rochosos é uma das experiências mais procuradas por visitantes de todo o país.

Outro destaque é o Centro Histórico, onde a arquitetura colonial preservada cria uma atmosfera que mistura nostalgia, beleza e autenticidade sertaneja.

Os mirantes espalhados pela cidade oferecem vistas impressionantes do Velho Chico serpenteando entre as montanhas. Durante o pôr do sol, o cenário ganha tons dourados que transformam a paisagem em um verdadeiro espetáculo natural.

Já a famosa Rota do Cangaço leva visitantes a uma viagem pela história de Lampião e seu bando, unindo trilhas, navegação pelo rio, gastronomia típica e narrativas do sertão profundo.

Cultura viva e gastronomia de identidade

A cultura local pulsa em cada detalhe. Em Entremontes, vila pertencente ao município, o bordado tradicional é patrimônio imaterial e símbolo da força artesanal da região.

Na música e na dança, o xaxado mantém viva a memória do cangaço. Grupos culturais ajudam a preservar essa manifestação típica nordestina que nasceu como celebração das conquistas dos cangaceiros e atravessou gerações.

Na mesa, Piranhas oferece sabores intensos que unem sertão e rio em pratos marcantes como peixada com pirão, carne de sol com macaxeira, baião de dois, sarapatel e galinha de capoeira.

ABRAJET Nacional desembarca no sertão

A escolha de Piranhas como sede da reunião do Conselho Nacional da ABRAJET reforça o protagonismo crescente do destino no turismo brasileiro.

Durante a programação, os participantes terão reuniões institucionais, passeios pelos cânions, visita à Rota do Cangaço, experiências gastronômicas, apresentações culturais e vivências no Centro Histórico.

Receber jornalistas especializados é uma oportunidade de apresentar ao Brasil a riqueza cultural da cidade e a força do turismo sertanejo.

Um destino que emociona

Piranhas não é apenas um destino turístico. É uma experiência sensorial, histórica e afetiva.

Ali, o visitante não encontra somente paisagens bonitas. Encontra silêncio, vento, memória, cultura viva e um rio que parece contar histórias enquanto atravessa o sertão.

E talvez seja exatamente isso que torna Piranhas tão inesquecível: a capacidade rara de unir beleza natural, identidade cultural e emoção em um único lugar.

Serviço
Evento: Reunião do Conselho Nacional da ABRAJET
Local: Piranhas – Alagoas
Data: 28 a 31 de maio
Contato: contato@abrajetnacional.com.br

 

Miriam Petrone
Presidente ABRAJET-SP
Conselheira de Turismo do Estado de São Paulo – CONTURESP
Fundadora da Revista São Paulo Turismo para Todos
Presidente da Rede Boas Novas de Comunicação

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O Vital Card é o seguro viagem oficial do Grupo Schultz, operando desde o ano 2000. Ele oferece planos de assistência médica (de R$ 5 mil até US$ 1 milhão), telemedicina 24h e coberturas para extravio de bagagem e cancelamento de voos.

Olá, leitores do ClickUS – Acontecimentos Mundiais. Hoje temos o prazer de receber um convidado que é referência em gestão e desenvolvimento humano: Aguinaldo Oliveira.

Com uma trajetória marcada pelo programa “Café Corporativo” e pela autoria do “Manual Completo de Empreendedorismo”, Aguinaldo traz uma visão pragmática e profunda sobre como transformar inspiração em resultados concretos. Em um momento de transição tecnológica e conflitos geracionais, nossa conversa foca no que realmente sustenta o sucesso de uma equipe no longo prazo.

Confira a entrevista exclusiva:


Olá, Aguinaldo Oliveira! Seja muito bem-vindo ao Jornal Digital ClickUS.

Agradecemos muito por aceitar o nosso convite para esta entrevista. Sua participação é muito importante para nós e para nossos leitores, trazendo uma expertise valiosa sobre liderança e o cenário corporativo atual.

Confirmamos que todas as suas respostas serão publicadas em nosso portal, com a devida autorização e sob sua total responsabilidade.

Vamos começar?


1. Aguinaldo, você é conhecido por defender o conceito de “motivar com conteúdo”. Em um mercado saturado de discursos puramente emocionais, como equilibrar a inspiração técnica e a estratégia para garantir que uma equipe não saia apenas motivada, mas capacitada para enfrentar os desafios reais do dia a dia?

Resposta: Motivação, técnica e estratégia não competem entre si, elas se completam. Quando uma delas falta, o resultado não se sustenta no tempo. A motivação é o impulso inicial (força), aquilo que faz a equipe sair do lugar. A técnica é o que dá segurança e consistência na execução (capricho). E a estratégia é o direcionamento, a inteligência aplicada (sabedoria) para que o esforço gere resultado.

O problema é que muita gente para na motivação. E motivação sem método gera frustração. No meu trabalho, eu conecto esses três pilares com exemplos práticos, histórias e metáforas que fazem sentido para o dia a dia da empresa. Não basta sair empolgado de uma palestra, mas sim sair diferente, com uma nova forma de pensar e agir.


2. Com a experiência de ter entrevistado quase 400 líderes e gestores no seu programa “Café Corporativo”, quais são as dores e tendências mais comuns que você identifica nas empresas brasileiras hoje, especialmente no que diz respeito ao atendimento e às novas tecnologias, como a Inteligência Artificial?

Resposta: O empresário brasileiro vive hoje um cenário curioso: falta gente e sobra tecnologia. E isso muda completamente a forma de liderar.

De um lado, temos profissionais mais jovens que buscam propósito, velocidade e sentido no que fazem. Do outro, profissionais experientes que carregam conhecimento valioso, mas muitas vezes resistem à mudança, principalmente quando envolve tecnologia. No meio disso tudo, está o líder, tentando equilibrar essas forças.

A Inteligência Artificial ampliou ainda mais esse desafio. Ela acelera processos, mas também escancara falhas humanas, principalmente em comunicação, atendimento e tomada de decisão. O que tenho visto nas empresas é que não basta adotar tecnologia. É preciso adaptar a linguagem de liderança. Traduzir o propósito para os mais jovens e atualizar o repertório dos mais experientes. Quando isso acontece, a tecnologia deixa de ser ameaça e passa a ser aliada.


3. No seu livro “Manual Completo de Empreendedorismo”, você aborda a base para o sucesso nos negócios. Olhando para o futuro, qual é o principal conselho que você daria para o líder que precisa gerir diferentes gerações — desde o jovem da Geração Z até o profissional sênior — mantendo o engajamento e a cultura da empresa elevados?

Resposta: As pessoas não trabalham apenas por dinheiro. Elas trabalham por significado, mesmo que nem sempre tenham clareza disso. O grande papel do líder é ajudar o colaborador a enxergar que o trabalho pode ser um caminho para realizar seus próprios objetivos. Quando isso acontece, o engajamento deixa de ser imposto e passa a ser natural.

Gerir diferentes gerações não é tentar padronizar comportamentos, mas criar um ambiente onde todos se sintam úteis, desafiados e em evolução. O jovem quer aprender rápido e crescer. O mais experiente quer ser respeitado e continuar relevante. Quando a empresa consegue oferecer aprendizado constante, desafio na medida certa e espaço para contribuição real, ela mantém sua cultura viva. Porque, no fundo, descobrir coisas novas e evoluir continua sendo algo que motiva qualquer pessoa, independentemente da idade.


Considerações Finais

O aprendizado contínuo deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. O mundo mudou, as empresas mudaram e as pessoas também mudaram. Quem não acompanha esse movimento acaba ficando para trás, mesmo trabalhando muito.

Ao longo da minha trajetória, eu percebi que não é a informação que transforma, mas a forma como ela é aplicada. Hoje temos acesso a tudo, o tempo todo. O desafio não é mais aprender, é filtrar, interpretar e colocar em prática. Minha mensagem final é simples: não espere o mercado exigir para você se atualizar. Antecipe esse movimento. Quem cresce de forma consistente não é quem trabalha mais, é quem pensa melhor, se adapta mais rápido e tem coragem de ajustar a rota quando necessário.

Considere ter um treinador profissional desenvolvendo suas equipes, porque, no fim, não é o mais forte que permanece. É o mais adaptável.


 Luiz Maggio .’.
Jornalista MTB 62420
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A EXPOTEL 2026 encerrou sua programação consolidando-se como um dos principais encontros da hotelaria, gastronomia e turismo no Brasil, reunindo 3.450 visitantes qualificados e 83 expositores, em dois dias intensos de conteúdo, relacionamento e geração de negócios.

A abertura e os momentos institucionais da feira foram marcados por homenagens a importantes lideranças do setor, reforçando o reconhecimento àqueles que contribuem diretamente para o desenvolvimento do turismo nacional.

A programação contou com palestras simultâneas que lotaram os auditórios, abordando temas estratégicos como inovação, tecnologia, sustentabilidade e novas fontes de receita, posicionando a EXPOTEL como um ambiente de conhecimento e atualização profissional.

Entre os grandes destaques desta edição, ganha relevância o capítulo de Jogos, Loterias e Cassinos, que trouxe ao centro das discussões um dos segmentos mais promissores para o turismo brasileiro. O espaço contou com a presença de nomes expressivos, como Alessandro Valente (BiS SiGMA), além da homenagem a Carlos Cardama, referência internacional do setor, em um momento de grande simbolismo e reconhecimento.

Outro diferencial importante foi a Ilha do Luxo, apresentada conforme programação oficial, que agregou valor ao evento ao reunir experiências e marcas voltadas ao segmento premium, ampliando o posicionamento da feira para o turismo de alto padrão. O sucesso do espaço já indica sua expansão na próxima edição, acompanhando a demanda crescente por experiências exclusivas.

No campo econômico, a EXPOTEL 2026 apresentou resultados expressivos. Foram R$ 22 milhões em negócios diretos gerados com expositores durante a feira, evidenciando a força comercial do evento.

Além disso, a expectativa de potencial de negócios é ainda mais robusta, considerando os projetos apresentados no Congresso de Investimentos, que envolvem aquisições, fusões, conversões e vendas no setor hoteleiro e turístico. Somadas às operações em desenvolvimento no mercado de loterias estaduais — com iniciativas no Paraná, em parceria com a Apostou, e no Rio de Janeiro, com a Club do Bet —, a projeção é de que os negócios possam atingir mais de R$ 30 bilhões nos próximos dois anos.

A EXPOTEL é uma realização do IDT-CEMA, com organização da PROMA Feiras, contando com a colaboração da ONU Turismo e apoio da Prefeitura de São Paulo, reforçando seu caráter institucional, internacional e estratégico para o desenvolvimento do setor.

Celebrando os resultados desta edição, Bruno Omori e José Roberto Sevieri confirmam e convidam todo o trade para a próxima edição da EXPOTEL, que será realizada nos dias 17 e 18 de março de 2027, dando continuidade a uma trajetória de crescimento, inovação e geração de oportunidades para o turismo e a hospitalidade no Brasil.

fonte: Miriam Petrone

 

 

 

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Feira reúne 64 expositores estratégicos e fortalece a cadeia produtiva da hotelaria e gastronomia em um mercado que já movimenta mais de R$ 200 bilhões no Brasil .

A EXPOTEL 2026 – Feira Internacional para Hotelaria e Gastronomia consolida-se como uma das principais plataformas de negócios da hospitalidade brasileira, reunindo 64 expositores estratégicos em um momento de forte crescimento do setor. A hotelaria nacional atravessa um ciclo de expansão consistente. O mercado brasileiro de hospitalidade foi estimado em aproximadamente US$ 37 bilhões em 2024, com projeção de crescimento contínuo nos próximos anos. Além disso, entidades do setor apontam que estão previstos cerca de R$ 8,4 bilhões em novos investimentos na hotelaria até 2028, voltados à construção, retrofit e modernização de empreendimentos. Neste cenário, a EXPOTEL 2026 surge como ambiente estratégico para geração de contratos, prospecção de clientes e consolidação de parcerias comerciais.
 64 expositores conectando a cadeia produtiva
 Os expositores confirmados representam segmentos essenciais para a operação e rentabilidade de hotéis, resorts, restaurantes e centros de convenções, incluindo equipamentos para cozinhas industriais, lavanderia profissional, tecnologia e automação, segurança e emergências, distribuição de alimentos e bebidas e soluções operacionais para food service. Empresas como Instituto ConPizza, Topema Cozinhas Profissionais, MS Emergência – Inove ADM, DPLS Distribuidora de Bebidas e Texas Jeans Lavanderias integram o ecossistema da feira, refletindo a diversidade e a robustez do mercado fornecedor. Eventos como a EXPOTEL encurtam ciclos de negociação, aproximam compradores e fornecedores e aceleram decisões de investimento, impactando diretamente o faturamento anual do setor.
 Total Food Expo amplia alcance gastronômico
Integrada à programação, a Total Food Expo fortalece o segmento de alimentação fora do lar, setor que cresce de forma integrada à hotelaria, especialmente em operações híbridas que combinam hospedagem, eventos e gastronomia.
 Impacto econômico direto e indireto 
O turismo de negócios é um dos principais motores da ocupação hoteleira nas grandes capitais. Apenas na cidade de São Paulo, a hotelaria movimentou mais de R$ 5 bilhões em receita em 2024, evidenciando a força do segmento corporativo e de eventos. Feiras especializadas como a EXPOTEL contribuem para aumento da ocupação hoteleira, movimentação de restaurantes e serviços, geração de empregos temporários e incremento da cadeia de suprimentos.
Prêmio EXPOTEL 2026 
A programação também inclui o Prêmio EXPOTEL 2026, que reconhecerá empresas, lideranças e iniciativas que se destacam pela inovação, eficiência operacional e contribuição ao desenvolvimento da hospitalidade brasileira. O reconhecimento reforça a autoridade da feira como vitrine nacional do setor e agrega valor às marcas participantes.
Liderança e posicionamento estratégico
Realizada sob a coordenação de Bruno Omori e Sevieri, a feira amplia sua agenda técnica e comercial, com congressos temáticos voltados a investimentos, sustentabilidade, tecnologia, acessibilidade e novos segmentos de mercado, incluindo jogos e cassinos. A edição 2026 também contará com colaboração institucional da ONU Turismo nos congressos temáticos, ampliando o diálogo com tendências globais e cases internacionais. Mais do que um evento setorial, a EXPOTEL 2026 consolida-se como catalisadora de crescimento, modernização e competitividade da hospitalidade brasileira, posicionando-se como ambiente estratégico para geração de negócios em um setor que segue ampliando sua relevância na economia nacional.
 SERVIÇO EXPOTEL 2026 – IX Feira Internacional para Hotelaria e Gastronomia Data: 25 e 26 de março de 2026 Local: Centro de Eventos São Luís – Rua Luís Coelho, nº 323 – São Paulo (SP)
 Credenciamento antecipado e gratuito: www.expotel.com.br Evento integrado à Total Food Expo. Organização: PROMA Feiras Realização: IDT-CEMA – Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente Patrocinador: Prefeitura de São Paulo Programação inclui congressos temáticos sobre investimentos, sustentabilidade, tecnologia, acessibilidade, jogos e cassinos, além da entrega do Prêmio EXPOTEL 2026.

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