Prefeito afirma que deu ‘sinal amarelo’ para prefeitos regionais que disseram ‘enxugar gelo’ e ‘fingir que trabalham’ por falta de recursos na Prefeitura

O prefeito João Doria (PSDB). Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O prefeito João Doria (PSDB). Foto: Nilton Fukuda/Estadão

 

COM PEDRO VENCESLAU

O prefeito João Doria (PSDB) disse ter ficado “muito aborrecido” com as queixas de falta de recursos da Prefeitura feitas publicamente por dois prefeitos regionais da capital e emitiu um “sinal amarelo” aos subordinados caso as reclamações se repitam: “Na próxima, serão demitidos”.

“Imagina o cara dizer que enxuga gelo? O que é isso? Nós estamos aqui para enfrentar os problemas, não para reclamar dos problemas. Estamos aqui para dar soluções para os problemas e para a população, não é para dizer que não tem recurso, não tem isso, não tem aquilo. Somos servidores para atender as necessidades da população, em qualquer circunstância”, disse Doria.

As queixas foram feitas pelos prefeitos regionais Edson Marques (São Miguel) e Benedito Mascarenhas (Vila Mariana) em entrevistas promovidas pela Rádio Estadão e publicadas pelo blog nesta quinta-feira, 9. Marques afirmou não ter como dar resposta a todas as demandas por poda de árvores no bairro da zona leste. “Nós acabamos fingindo que estamos fazendo e na verdade você vai agindo sob pressão”.

Já Mascarenhas comentou a campanha do prefeito contra os pichadores dizendo que da forma como a lei é hoje o indivíduo detido por pichar patrimônios públicos e privados é levado para a delegacia mas não sofre nenhuma punição. “É enxugar gelo, como se diz. O que cabe exatamente para nós é ir lá pintar aquilo que foi sujado.”

As declarações de falta de recursos e de estrutura nas prefeituras regionais desagradaram Doria. Para o prefeito, os gestores precisam ter “capacidade criativa de fazer suprir as dificuldades” e “não externar isso para a população”.

“Imagina, amanhã chegar o secretário da Saúde e dizer ‘olha, estamos com muita dificuldade, estamos enxugando gelo?’ O que a população vai achar? Não pode chegar num hospital, num posto de saúde e não ser atendido. Temos de atender, dar conta das nossas demandas. Pegue o exemplo do prefeito: faça o que tem que fazer com os recursos que têm disponíveis”, completou Doria.

Fonte : Estadão

Doze laboratórios irão doar 165 tipos de remédios com mais de seis meses de prazo de validade

18:40 08/02/2017

De Secretaria Executiva de Comunicação

O prefeito João Doria e o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, receberam nesta quarta-feira (8) representantes de 12 laboratórios farmacêuticos para traçar estratégias de uma ação emergencial para solucionar a falta de medicamentos na rede pública municipal. Remédios doados pelas empresas, sem contrapartida, serão distribuídos para pacientes da rede municipal nos próximos dois meses, a partir do dia 20 de fevereiro. Esse é o tempo necessário para que seja realizada a compra dos medicamentos que estão em falta, por meio de licitação.

“São grandes empresas que tiveram boa vontade para fazer este esforço coletivo em relação a este problema emergencial na maior cidade do país”, afirmou o prefeito João Doria.

A Prefeitura solicitou a 12 laboratórios a doação de medicamentos com validade superior a seis meses. As empresas devem disponibilizar 165 tipos de remédios de atenção básica (analgésicos, anti-inflamatórios, controle de pressão arterial e diabetes), totalizando mais de 380 milhões de comprimidos.

“Esse é um projeto emergencial que não vai perdurar. Será até que nós consigamos uma solução mais duradoura e definitiva para esse problema grave que é a falta de medicamento para a população. O nosso objetivo é atender a população, fazer com que não falte medicação”, disse o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara.

Nas farmácias privadas, os remédios só podem ser colocados à venda com mais de um ano do prazo de validade. Com 11 meses e 29 dias do vencimento, eles precisam ser incinerados. Já na rede municipal de saúde, a exigência é que o medicamento seja entregue à população com a validade dentro do período de uso.

A secretaria programa uma logística para que os medicamentos doados sejam rapidamente distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e que, em um prazo máximo de três meses, sejam utilizados pelos pacientes da rede pública.

Segundo a legislação, o laboratório que doa remédios recolhe impostos como se estivesse efetuado uma venda. Para que não haja ônus tributário referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a Secretaria Estadual de Finanças concordou em conceder isenção tributária para que não incidam impostos sobre esta doação de medicamentos.

A rede municipal de Saúde distribui à população 375 tipos de medicamentos, a um custo de R$ 40 milhões por mês. São cerca de dois bilhões de remédios por ano.

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Fonte : PMSP